Sismos de magnitude 7,7 e 6,6 provocam desabamentos e evacuações no sul do Panamá
Na tarde da última sexta-feira, o sul do Panamá foi sacudido por dois sismos de grande intensidade, com magnitudes de 7,7 e 6,6, seguidos por uma série de réplicas que se estenderam por várias horas.
Intensidade e epicentro
O primeiro tremor, registrado às 14h32 (horário local), atingiu a magnitude 7,7, com epicentro localizado próximo à cidade de David, capital da província de Chiriquí. O segundo sismo, de magnitude 6,6, ocorreu menos de duas horas depois, ampliando os danos nas áreas já afetadas.
Estragos nas infraestruturas
Os fortes abalos provocaram o colapso parcial de edifícios residenciais e comerciais nas proximidades do epicentro. Vários blocos de apartamentos sofreram desabamentos, deixando dezenas de pessoas feridas e outras dezenas de famílias sem moradia. Equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente para retirar vítimas soterradas e prestar primeiros socorros.
Evacuações e resposta das autoridades
O governo panamenho decretou a evacuação de áreas de risco em toda a província de Chiriquí e em municípios vizinhos, transferindo residentes para abrigos temporários instalados em escolas e ginásios. O Ministério da Segurança Pública coordenou a operação, enquanto a Defesa Civil emitiu alertas de segurança e orientações para a população sobre como proceder em caso de novos tremores.
Impacto na população
Segundo as primeiras estimativas, mais de 5 mil pessoas foram deslocadas. Serviços de saúde de emergência registraram cerca de 120 atendimentos por lesões leves a moderadas, e três casos graves foram encaminhados a hospitais de referência em David e na capital, Cidade do Panamá.
Perspectivas e medidas de mitigação
Especialistas em sismologia destacam que a região está situada na zona de subducção onde a placa de Cocos colide com a placa do Caribe, tornando-a vulnerável a eventos sísmicos de alta magnitude. Autoridades locais foram advertidas a reforçar normas de construção e a acelerar a avaliação estrutural de edifícios antigos para reduzir riscos futuros.
Enquanto as equipes de busca e salvamento continuam as operações, a comunidade internacional já sinalizou apoio, com ofertas de ajuda humanitária e equipamentos de socorro provenientes de países vizinhos e de organizações não‑governamentais.
Com informações de Euronews PT.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional