Lula afirma que proposta de corte de Flávio Bolsonaro ameaça programas sociais e pede mobilização de eleitores ausentes
Em evento realizado no bairro do Alecrim, na zona leste de Natal (RN), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, alertou que a chamada medida de “tesouraço” defendida por Flávio Bolsonaro, candidato do PL, seria aplicada sobre principais políticas de assistência e habitação.
Programas sob risco
Lula destacou que os cortes pretendidos recairiam sobre o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o programa Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e ainda sobre recursos destinados a universidades e institutos federais. “Quem pretende reduzir o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia não tem lugar para governar”, declarou o mandatário.
Contraponto de Flávio Bolsonaro
Em entrevistas recentes, Flávio Bolsonaro tem negado a intenção de recortar programas sociais, afirmando que o “tesouraço” seria resultado de uma reforma administrativa, da diminuição de cargos comissionados e da racionalização da máquina pública. Especialistas, entretanto, questionam o potencial de economia dessas mudanças.
Acusações ao exterior
Durante a mesma manifestação, Lula também criticou a suposta proximidade de Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos, afirmando que o adversário “beija a bandeira dos EUA” enquanto ele próprio demonstrou carinho pela bandeira nacional. O presidente reiterou que o candidato do PL teria planos de entregar recursos minerais ao governo americano, caso fosse eleito.
Apelo aos abstêmios
Com a primeira votação marcada por um elevado índice de abstenção – 33 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral – Lula fez um pedido direto aos eleitores que não foram ao primeiro turno. Ele os convidou a convencer familiares e conhecidos a participarem da segunda volta, programada para 25 de outubro.
Contexto da campanha
A parada em Natal foi a primeira visita de Lula fora do Distrito Federal no período de campanha para o segundo turno. O presidente seguiu a agenda com um carro aberto, reforçando a presença nas ruas e buscando consolidar apoio nas regiões do Nordeste, tradicional bastião do PT.
Com a disputa se aproximando, a retórica de Lula sobre os possíveis impactos dos cortes propostos por Flávio Bolsonaro visa não apenas defender as políticas sociais, mas também mobilizar eleitores que ainda não se decidiram ou que ficaram de fora da primeira votação.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional