Eduardo Bolsonaro questiona segurança das urnas eletrônicas e defende que irmão deixe o país se perder eleição
Em entrevista ao programa “Louder with Crowder”, transmitido nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) levantou dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras e afirmou que, caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), não vença o segundo turno das eleições, seria favorável que ele deixasse o país.
Declarações no programa de Steven Crowder
Durante a gravação ao vivo, o apresentador norte‑americano Steven Crowder questionou Eduardo sobre os planos da família Bolsonaro caso a candidatura de Flávio fosse derrotada. Em tom de brincadeira, o político respondeu que “mandaria os fuzileiros navais” e, mais adiante, reiterou que “se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país, com certeza”.
Questionamento sobre as urnas eletrônicas
O ex-deputado aproveitou o espaço para criticar o sistema de votação eletrônico adotado no Brasil desde 1996. Segundo ele, a ausência de papel e de contagem pública dos votos gera insegurança, ao obrigar os eleitores a confiar exclusivamente nas máquinas. Eduardo ainda citou uma suposta frase de Josef Stalin para reforçar a ideia de que “o problema não é em quem se vota, mas quem conta os votos”.
Reação ao cenário eleitoral
O comentário surge em meio à disputa entre Flávio Bolsonaro e o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03 % dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16 %.
Condenação no STF
Paralelamente ao debate eleitoral, Eduardo Bolsonaro tem enfrentado problemas judiciais. Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou por crime de coação, acusando-o de atuar junto ao governo americano para pressionar decisões judiciais relacionadas ao seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro. A pena, já confirmada em outubro, prevê quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além da revogação de seus passaportes brasileiros.
Contexto do debate sobre voto impresso
O discurso de Eduardo também tocou no tema do voto impresso, que já foi aprovado três vezes pelo Congresso, mas teve suas partes consideradas inconstitucionais pelo STF. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém que nunca foi comprovada fraude nas urnas eletrônicas e destaca que cada máquina produz um boletim de votação que pode ser conferido publicamente.
As declarações de Eduardo Bolsonaro reforçam a polarização que envolve o processo eleitoral brasileiro, ao mesmo tempo em que colocam em evidência críticas recorrentes ao modelo de votação eletrônica e a tensões familiares no cenário político nacional.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional