Economia

Copom decide o rumo da Selic na semana que vem: corte ou pausa?

O mercado financeiro já está de olho na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 4 e 5 de agosto, em Brasília. Será a 280ª reunião do colegiado e a primeira definição sobre a taxa Selic no segundo semestre do ano — o anúncio sai na quarta-feira (5), depois do fechamento dos mercados.

Hoje a Selic está em 14,25% ao ano, patamar definido na reunião de junho, quando o Copom cortou 0,25 ponto percentual em relação aos 14,50% anteriores.

O que os investidores estão apostando

Os contratos de opções de Copom negociados na B3 mostram um cenário bem definido: a aposta majoritária, com cerca de 75,5% de probabilidade, é de um novo corte de 0,25 ponto na Selic. A manutenção da taxa aparece bem atrás, com algo em torno de 21% de chance.

Esse quadro é bem diferente do que se via no começo de junho, quando manter os juros parados era o cenário dominante, com probabilidade próxima de 75%, e o corte mal passava de 15%. A virada começou na segunda quinzena de junho e, a partir do dia 25 daquele mês, o corte de 25 pontos-base assumiu a liderança nas apostas do mercado — e não largou mais.

E depois de agosto, como fica?

O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, projeta a Selic em 14% ao ano no fim de 2026. Na prática, isso deixa pouco espaço de manobra: o mercado enxerga margem para apenas mais um corte de 0,25 ponto até dezembro, distribuído entre as quatro reuniões que ainda restam no calendário do Copom.

Os bancos, porém, não falam a mesma língua sobre o que vem a seguir. Itaú e XP apostam em mais um corte de 0,25 ponto em agosto, levando a Selic a 14%, seguido de uma pausa no ciclo. Já BTG e Bank of America têm uma leitura mais conservadora: para eles, o corte de junho pode ter sido o último dessa rodada de flexibilização monetária.

Na prática, quem tem crédito, financiamento ou dívida atrelada à Selic vai sentir o resultado dessa reunião no bolso já nas próximas semanas — seja pela manutenção do custo atual, seja por um alívio adicional, ainda que pequeno.

Com informações da Bloomberg Línea.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

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