Política

Sudanese diaspora and rights groups condemn UAE nominee for UN secretary‑general

A comunidade sudanesa espalhada pelo mundo, junto a organizações internacionais de direitos humanos, manifestou forte oposição à candidatura de Lana Nusseibeh, diplomata dos Emirados Árabes Unidos, para o cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A reação surge logo após o Emirado ter apresentado a nomeação, que visa substituir António Guterres, que completa seu segundo mandato neste ano.

Contexto da disputa na ONU

Desde o início do processo de sucessão, a corrida pelo posto mais alto da ONU encontrava-se estagnada, sem consenso entre os Estados membros. A indicação de Nusseibeh, que já ocupou posições de destaque no Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados, quebrou esse impasse, mas trouxe à tona críticas relacionadas à política externa do seu país.

Acusações de apoio ao RSF

Grupos de direitos humanos e representantes da diáspora sudanesa acusam os Emirados Árabes Unidos de financiar e armar o Rapid Support Forces (RSF), força paramilitar que tem sido protagonista de intensos confrontos no Sudão desde 2023. Segundo os críticos, esse apoio teria prolongado o conflito que já cobrou milhares de vidas e deslocado milhões de pessoas.

Negação da diplomata

Em resposta, Lana Nusseibeh recusou veementemente as alegações, afirmando que os Emirados mantêm uma política de neutralidade e que não há evidência de suporte direto ao RSF. Em entrevista recente, a diplomata destacou o compromisso dos Emirados com a diplomacia multilateral e com a solução pacífica de conflitos, reforçando que a candidatura à secretaria‑geral reflete esses princípios.

Reações da comunidade sudanesa

Líderes da diáspora sudanesa, reunidos em eventos em Washington, Londres e Doha, pediram que a Assembleia Geral da ONU rejeite a nomeação. Eles argumentam que a presença de um candidato ligado a um suposto patrocinador de uma das partes em guerra comprometeria a credibilidade da instituição e sua capacidade de mediar o conflito sudanês de forma imparcial.

Implicações para o processo de escolha

As denúncias podem influenciar a votação dos 193 Estados membros da ONU, que devem eleger o próximo secretário‑geral antes do final do mandato de Guterres. Enquanto alguns países do Golfo defendem a candidatura, aliados ocidentais e nações africanas expressam cautela, solicitando garantias de independência e transparência.

O embate ilustra como questões regionais e conflitos em curso podem repercutir nas mais altas esferas da diplomacia global, colocando em destaque a necessidade de um líder da ONU que seja amplamente aceito e livre de controvérsias vinculadas a guerras em andamento.

Com informações de The Guardian World.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *