Últimas tropas britânicas e americanas deixam o Iraque, encerrando missão contra o Estado Islâmico
Na manhã desta quarta‑feira, os últimos contingentes britânicos e americanos foram oficialmente retirados do território iraquiano, marcando o fim de uma presença militar internacional que perdurou por mais de uma década. A saída encerra a missão conjunta de combate ao Estado Islâmico, que havia sido lançada em resposta à expansão do grupo no país em 2014.
Um acordo de dois anos
A retirada faz parte de um acordo firmado entre o governo do Iraque e a coalizão liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, concluído há cerca de dois anos. Na ocasião, as autoridades iraquianas insistiram que a presença estrangeira fosse reduzida ao máximo, argumentando que a soberania nacional só poderia ser plenamente restabelecida quando as forças locais estivessem aptas a assumir a segurança do território.
Condições para o encerramento
Segundo o pacto, a missão seria concluída quando o Estado Islâmico fosse considerado derrotado e as forças de segurança iraquianas tivessem capacidade operacional suficiente para impedir um ressurgimento. Autoridades da coalizão declararam que o grupo territorialmente controlado foi eliminado em 2025, e que as unidades iraquianas mantêm a maioria dos postos críticos.
Repercussão política
A decisão foi recebida com aprovação por parte do governo de Bagdá, que destacou a importância de retomar o controle total das áreas antes ocupadas por forças estrangeiras. O primeiro‑ministro iraquiano afirmou que a retirada demonstra a maturidade das Forças de Segurança Iraquianas e reforça o compromisso do país com a autodeterminação.
Desafios à vista
Especialistas em segurança alertam, porém, que a ausência de tropas da coalizão pode deixar lacunas em áreas de inteligência e apoio logístico, sobretudo em regiões ainda vulneráveis a ataques de militantes remanescentes. O governo iraquiano prometeu reforçar a presença de unidades locais e intensificar a cooperação com parceiros regionais para mitigar esses riscos.
Próximos passos
Com a missão oficialmente encerrada, a atenção se volta para a reconstrução das áreas devastadas pelo conflito e para a consolidação de programas de desradicalização. Enquanto isso, as forças militares ocidentais manterão postos de observação limitados fora do Iraque, focados em monitorar a movimentação de combatentes do Estado Islâmico que ainda operam em territórios vizinhos.
Com informações de BBC World.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional