Política

Justiça do Trabalho mantém plantão nacional para denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2026

A Justiça do Trabalho de todo o país ativou, neste domingo, 4 de outubro, um plantão nacional destinado a receber denúncias de assédio eleitoral. A iniciativa, coordenada pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), ocorre durante o primeiro turno das eleições gerais de 2026.

Objetivo da ação

O plantão tem como foco principal identificar e coibir práticas de pressão ou intimidação de trabalhadores por parte de candidatos, partidos ou organizações que buscam influenciar o voto nas urnas. A campanha que sustenta a medida, intitulada “No meu voto mando eu”, reforça a ideia de que a decisão eleitoral deve ser livre e desvinculada de qualquer tipo de coerção no ambiente de trabalho.

Como funciona o atendimento

Os canais de denúncia permanecem ativos 24 horas por dia, 7 dias por semana, e podem ser acessados por telefone, e‑mail ou por meio de aplicativo desenvolvido em parceria com centrais sindicais. Ao receber uma queixa, a equipe do plantão realiza triagem preliminar e, quando necessário, aciona as autoridades competentes para abrir procedimentos investigativos ou adotar medidas cautelares imediatas.

Histórico de denúncias

Na última edição das eleições, as reclamações de assédio no âmbito laboral somaram 4.273 casos, segundo dados do MPT. Esse número impulsionou a ampliação da estrutura de atendimento e a divulgação de orientações sobre os direitos dos trabalhadores durante o pleito.

Responsáveis pela condução

Os TRTs, responsáveis por julgar questões trabalhistas em cada região, contarão com equipes de apoio jurídico e administrativo para analisar as denúncias recebidas. O Ministério Público do Trabalho atuará como fiscal da lei, garantindo que eventuais irregularidades sejam processadas e que as vítimas recebam amparo legal.

Orientações para os trabalhadores

Os especialistas recomendam que os trabalhadores que se sintam pressionados a votar de determinada forma, que recebam ameaças ou que observem colegas sendo coagidos registrem o ocorrido com o máximo de detalhes possível – data, hora, local, identidade dos agentes envolvidos e, se houver, provas documentais. Essas informações são essenciais para a efetiva apuração dos fatos.

Além das denúncias formais, a campanha “No meu voto mando eu” também disponibiliza materiais informativos sobre direitos eleitorais e orienta empregadores a respeitar a neutralidade política no ambiente de trabalho.

Com o plantão em funcionamento, a Justiça do Trabalho busca garantir que a livre expressão do voto seja preservada, reforçando a integridade do processo democrático nas eleições de 2026.

Com informações de Folha Mercado.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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