Google elimina mais de 40 canais de IA que divulgavam informações médicas falsas
O Google anunciou a remoção de mais de 40 canais que utilizavam inteligência artificial para divulgar conteúdos de saúde sem respaldo científico. A medida foi tomada após investigações da BBC News Brasil, que apontaram a circulação de promessas de curas milagrosas e a promoção de produtos não aprovados pelas autoridades sanitárias.
Motivo da remoção
Segundo o comunicado da empresa, os canais violaram as políticas de desinformação médica, que proíbem a propagação de afirmações não verificadas sobre tratamentos, diagnósticos ou prevenção de doenças. Os perfis analisados utilizavam algoritmos de linguagem natural para gerar textos que pareciam consultorias médicas, mas careciam de qualquer evidência ou referência a estudos reconhecidos.
Investigação do Ministério da Saúde
Em paralelo, o Ministério da Saúde realizou um levantamento sobre as contas que prometiam curas rápidas e incentivavam a compra de suplementos ou medicamentos sem registro. A agência constatou que muitas das recomendações eram baseadas em pseudociência e que os supostos resultados não tinham respaldo em pesquisas clínicas. O órgão recomendou que as plataformas digitais adotassem mecanismos mais rígidos de verificação de conteúdo de saúde.
Reação das autoridades policiais
A exposição dos canais também levou à abertura de boletins de ocorrência e a uma investigação policial. As autoridades alegam que a divulgação de tratamentos falsos pode configurar crime contra a saúde pública, especialmente quando há indícios de fraude ou de engano deliberado de consumidores.
Impacto nas plataformas digitais
A ação do Google reforça a tendência de grandes empresas de tecnologia a adotarem políticas mais restritivas contra a desinformação médica. Em 2024, o Google já havia anunciado a criação de um programa de auditoria de conteúdo de saúde, que inclui a colaboração com agências regulatórias e a utilização de ferramentas de IA para detectar padrões de risco.
Desafios futuros
Especialistas apontam que, embora a remoção de canais seja um passo importante, o problema da desinformação médica persiste em outras redes sociais e aplicativos de mensagens. A eficácia das políticas depende da capacidade de identificar rapidamente conteúdos enganosos e de oferecer alternativas confiáveis para o público que busca informações de saúde online.
Com informações de BBC Brasil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional