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Emirados são vistos como mais resilientes, enquanto Líbano e Iraque ficam atrás

Um levantamento recente revelou grandes disparidades na confiança dos cidadãos quanto à capacidade de seus governos lidarem com desastres. Nos Emirados Árabes Unidos, 87% da população acredita que as autoridades estão preparadas para enfrentar catástrofes, contraste marcante com apenas 14% dos residentes no Líbano que compartilham da mesma opinião.

Diferenças regionais marcantes

A pesquisa, divulgada em outubro de 2026, comparou a percepção de resiliência em três países: Emirados Árabes Unidos, Líbano e Iraque. Enquanto o Golfo demonstra níveis elevados de confiança, a maioria dos libaneses e iraquianos sente que seus governos não dão a devida atenção às necessidades da população em situações de emergência.

Desconfiança no Iraque

Mais da metade dos iraquianos entrevistados afirmou que as autoridades não se preocupam com a população quando se trata de desastres naturais ou crises humanitárias. Esse sentimento reflete anos de instabilidade política, conflitos internos e infraestrutura vulnerável, que dificultam a resposta eficaz a eventos adversos.

Líbano enfrenta crise de legitimidade

No Líbano, a situação é ainda mais crítica. Apenas 14% dos cidadãos consideram seu governo preparado, e mais da metade acredita que as autoridades não priorizam a segurança da população. A crise econômica, a escassez de recursos e a falta de um plano nacional de gestão de desastres contribuem para o pessimismo generalizado.

Fatores que sustentam a confiança nos Emirados

Nos Emirados Árabes Unidos, a alta taxa de aprovação está associada a investimentos maciços em infraestrutura resiliente, centros de comando de emergência bem equipados e campanhas de conscientização pública. O país tem adotado tecnologias avançadas, como sistemas de monitoramento meteorológico em tempo real e plataformas digitais para alertas rápidos, reforçando a sensação de segurança entre os residentes.

Implicações políticas e sociais

Os resultados apontam para um desafio de governança: enquanto nações do Golfo conseguem mobilizar recursos e confiança, países como Líbano e Iraque precisam urgentemente reavaliar suas políticas de prevenção e resposta a desastres. A percepção de negligência pode aprofundar o descontentamento social, minar a legitimidade dos governos e dificultar a cooperação internacional em situações de crise.

Perspectivas para o futuro

Especialistas sugerem que melhorar a transparência, investir em infraestrutura de emergência e envolver a sociedade civil são passos essenciais para reverter o quadro de descrença. À medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, a capacidade de resposta dos governos será um indicador crucial da resiliência regional nos próximos anos.

Com informações de Euronews PT.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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