Economia

China registra crescimento de 4,5% no terceiro trimestre de 2026, mas crise imobiliária pesa

A economia chinesa avançou 4,5% no terceiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, superando as projeções de mercado que apontavam para 4,4%.

Exportações sustentam o ritmo de expansão

O impulso veio sobretudo das vendas externas, que se beneficiaram da demanda por produtos ligados à inteligência artificial e de um desempenho robusto da indústria manufatureira. Embora esse fluxo tenha protegido a economia de quedas mais acentuadas, analistas alertam que ele não é suficiente para compensar a fraqueza em outras áreas.

Produção industrial em alta, consumo ainda tímido

A produção industrial cresceu 5,5% em setembro, superando a alta de 5,2% registrada em agosto e alinhando-se às expectativas dos analistas. Por outro lado, o varejo avançou apenas 1,1% no mesmo mês, embora acima da previsão de 0,6%. Quando ajustado pela inflação, o crescimento real das vendas ao consumidor praticamente se manteve estagnado em relação ao ano anterior.

Crise imobiliária arrasta investimento

O setor imobiliário continuou em retração, com investimento caindo 20,6% entre janeiro e setembro, comparado ao mesmo período de 2025. O declínio se refletiu também no investimento em ativos fixos, que recuou 7,2% no acumulado do ano. Essa desaceleração tem impactado a confiança das famílias e limitado o dinamismo da demanda interna.

Desafios para a política econômica

Com a economia ainda desequilibrada entre indústria exportadora e consumo doméstico, o governo chinês enfrenta pressões para estimular a demanda interna sem recorrer a medidas fiscais agressivas. A expectativa é de que a política fiscal seja usada de forma mais direcionada, enquanto a inflação ao consumidor e os preços ao produtor reduzem o espaço para cortes significativos nas taxas de juros.

Perspectivas para 2027

As projeções para o próximo ano apontam para uma desaceleração adicional, com crescimento estimado em 4,4%. O desempenho do terceiro trimestre, apesar de melhor que o esperado, indica que o ritmo de expansão está se tornando cada vez mais dependente de fatores externos, enquanto vulnerabilidades estruturais – sobretudo a crise imobiliária – permanecem como riscos centrais para a estabilidade econômica da China.

Com informações de G1 Economia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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