Economia

Tarifaço de Trump: entenda como as novas tarifas de 25% afetam os produtos brasileiros nos EUA

Desde o dia 24 de julho, os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos passaram a pagar uma sobretaxa que soma 25% mais um adicional de 12,5%, resultado do pacote de tarifas anunciado pelo governo de Donald Trump. A medida chegou em um momento delicado para a economia brasileira, às vésperas da corrida eleitoral de outubro, e já gerou reações tanto do Palácio do Planalto quanto de entidades do setor produtivo. Quem acompanha de perto o tarifaço de Trump sobre o Brasil quer saber, sobretudo, qual será o efeito no preço final dos produtos e no emprego dos setores exportadores.

Quais setores foram mais atingidos pelas novas tarifas sobre o Brasil

Calçados, têxteis, móveis, etanol e maquinário industrial estão na lista dos produtos que sofrem a taxação mais pesada, enquanto o aço e o alumínio brasileiros continuam sujeitos a uma sobretaxa de 50%, patamar definido em rodadas anteriores da disputa comercial. Setores inteiros que dependiam do mercado americano como principal comprador agora avaliam redirecionar parte da produção para outros países ou reforçar as vendas no mercado interno.

Os produtos que ficaram de fora da lista

Nem tudo entrou na mira da Casa Branca. Café, carne bovina, petróleo, celulose e aeronaves civis receberam isenção e continuam circulando sem a sobretaxa adicional, o que preserva boa parte da pauta exportadora ligada ao agronegócio e à indústria aeroespacial. Economistas apontam que essa seleção não é aleatória: muitos desses itens têm poucos substitutos imediatos para os compradores americanos, o que tornaria uma tarifa sobre eles mais dolorosa para o consumidor final nos Estados Unidos do que para o exportador brasileiro.

Impacto no bolso do consumidor brasileiro

Ainda que a tarifa incida sobre produtos que saem do Brasil, o efeito colateral pode chegar ao consumidor local. Fabricantes que perdem competitividade nos Estados Unidos tendem a buscar o mercado doméstico para escoar estoques, o que pode tanto aumentar a oferta interna quanto pressionar margens. Para o governo, o momento também vira munição política: a disputa comercial passou a fazer parte do discurso de campanha, com a base aliada tentando transformar o embate com Washington em capital eleitoral, enquanto a oposição aposta no desgaste econômico para crescer nas pesquisas.

Com informações da EFE.

Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.

— Maickel Katz

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *