Dólar sobe para R$5,14 e Ibovespa recua em meio ao reajuste do Bolsa Família e queda do petróleo
Na tarde desta sexta-feira (18), o dólar fechou em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,1440, enquanto o Ibovespa recuou 0,41%, terminando a sessão em 185.229 pontos. O movimento refletiu a combinação de fatores internos — como o anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família e a atenção ao cenário fiscal — e externos, sobretudo a queda dos preços do petróleo.
Cotação do dólar e Ibovespa
O real manteve a tendência de desvalorização frente à moeda americana, acumulando alta de 0,37% na semana e queda de 6,28% no ano. Já o principal índice da bolsa brasileira mostrou sinais de fragilidade, com queda semanal de 1,06%, ainda que registre alta de 14,96% no acumulado do ano. Analistas apontam que o mercado ainda pesa as perspectivas fiscais e a volatilidade dos preços de commodities.
Reajuste do Bolsa Família e reação
O governo federal anunciou, na véspera, um aumento de 15% no Bolsa Família, elevando o benefício médio de R$ 675 para R$ 777 a partir de 19 de outubro. O custo da medida será de R$ 5,8 bilhão em 2026, saltando para R$ 22,7 bilhões em 2027. Economistas classificaram o ajuste como eleitoreiro e alertaram para possíveis impactos nas contas públicas, na inflação e nos juros. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, rebateu as acusações, afirmando que o reajuste decorre da reposição da inflação acumulada e da disponibilidade fiscal. Apoios a Flávio Dino já anunciaram ação na Justiça Eleitoral contra a medida.
Preços do petróleo e impacto externo
No cenário internacional, os preços do petróleo recuaram. O Brent caiu 1,05%, cotado a US$ 103,72, e o WTI recuou 1,83%, a US$ 100,04 o barril. A queda foi favorecida por um anúncio da Arábia Saudita, que se comprometeu a enviar volumes adicionais via Omã, reduzindo temores de interrupção no abastecimento. A desvalorização do petróleo costuma aliviar a pressão sobre a balança comercial brasileira e pode conter pressões inflacionárias.
Contexto global dos mercados
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam mistos: Dow Jones recuou 0,22%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram 0,12% e 0,35%, respectivamente. Na Europa, o STOXX 600 registrou queda de 1,1%, puxada por setores automotivo e de telecomunicações. Na Ásia, a maioria dos mercados avançou, com destaque para o Hang Seng (+0,60%) e o Nikkei (+1,38%). O Banco do Japão elevou sua taxa básica, reforçando a atenção dos investidores.
Perspectivas para a semana
O mercado deverá observar a evolução das discussões fiscais no Congresso, bem como a reação dos agentes econômicos ao reajuste do Bolsa Família. A manutenção da queda dos preços do petróleo pode contribuir para estabilizar a cotação do real, mas a volatilidade dos rendimentos dos Treasuries e a expectativa por encontros entre presidentes da China e dos EUA permanecem como fontes de incerteza.
Com informações de G1 Economia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional