Política

Sete senadores aumentam votos, mas não garantem reeleição nas eleições de 2026

Nas eleições de 4 de outubro de 2026, 32 candidatos disputaram a renovação de seus mandatos no Senado Federal. Apenas 14, equivalente a 43,8% da lista, conseguiram a reeleição. Entre os que ficaram fora, sete registraram crescimento no número de votos em relação à eleição de 2018, mas ainda assim foram derrotados.

Aumento de votos sem vitória

Os senadores que registraram alta no pleito, porém perderam a disputa, somaram 910.967 votos a mais que na última rodada. Carlos Fávaro (PSD‑MT) subiu 39.163 votos, passando de 371.857 para 411.020. Carlos Viana (PSD‑MG) teve um acréscimo de 14.829, totalizando 3.583.487 votos. Ciro Nogueira (PP‑PI) aumentou 7.002 votos, e Esperidião Amin (PP‑SC) 6.970. Leila Barros (PDT‑DF) registrou a maior elevação, 218.553 votos, alcançando 686.340. Renan Calheiros (MDB‑AL) ganhou 109.483 votos, totalizando 731.045, e Zequinha Marinho (Podemos‑PA) avançou 514.697, chegando a 1.889.653.

Desempenho regional

Os resultados mostram que o aumento de votos não se traduziu em vitória em nenhum dos estados analisados. Em Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina, os incumbentes foram superados por candidatos de centro‑direita. Já em Minas Gerais, Pará e Piauí, a vitória foi dos candidatos de centro‑esquerda, indicando que a polarização partidária variou de acordo com o contexto local.

Comparativo com senadores reeleitos

Do total de 32 candidatos, outros 11 senadores que já ocupavam a cadeira em 2018 mantiveram ou ampliaram a votação e garantiram o retorno. Eduardo Braga (MDB‑AM) destacou‑se ao mais que dobrar seu total, de 607.286 para 1.240.471 votos. Carlos Portinho (PL‑RJ) também dobrou a cota, passando de 2.382.265 para 4.264.932. Os demais – Humberto Costa (PT‑PE), Lucas Barreto (PSD‑AP) e outros – registraram aumentos de 10% a 30% e ficaram entre os mais votados.

Impacto político

A derrota de nomes como Renan Calheiros, antigo presidente do Senado, e de Leila Barros, que concorreu ao DF, sinaliza um abalo nas lideranças tradicionais. Calheiros ficou a 195,8 mil votos da terceira colocada, Arthur Lira (PP‑AL), enquanto Barros foi ultrapassada por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL‑DF, em votação recorde.

Perspectivas para o novo mandato

Com apenas 14 senadores reeleitos, o Congresso Nacional inicia a nova legislatura com um quadro mais fragmentado. A discussão sobre o fim da escala 6×1, que permite ao governo indicar um terço das vagas do Senado, já começou em plenário, refletindo a tensão entre Executivo e Legislativo. A composição renovada deve influenciar a tramitação de reformas e a dinâmica de apoio ao governo nos próximos anos.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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