Economia

Senado dos EUA corre contra o tempo para evitar paralisação do governo

Faltando dois meses para o prazo estourar, o Senado dos Estados Unidos entrou oficialmente em modo de corrida contra o relógio. O líder da maioria, o republicano John Thune, deu o primeiro passo processual para levar ao plenário um projeto de financiamento provisório do governo federal, com o objetivo declarado de evitar mais uma paralisação — a terceira em pouco tempo — antes do vencimento do orçamento em 30 de setembro.

Por que o Senado está com pressa

Thune afirmou que a prioridade número um da Casa agora é aprovar essa resolução de continuidade, que manteria as engrenagens do governo funcionando até depois das eleições de meio de mandato, em novembro. A ideia dos líderes republicanos é votar o texto ainda esta semana, antes de os senadores deixarem Washington para o recesso de agosto — um prazo apertado, mas calculado para tirar o tema da mesa antes que a disputa eleitoral esquente ainda mais.

O que já foi negociado e o que ainda falta

A Câmara dos Deputados já fez a parte dela: aprovou sua versão do texto ainda em julho, adiantando-se para tentar blindar o Congresso de uma crise orçamentária em ano eleitoral. No Senado, boa parte do acordo já está fechada entre os dois partidos, restando poucos pontos em aberto que foram jogados para a mesa de negociação direta entre as lideranças. Na prática, esse projeto provisório funciona como uma ponte: compra tempo para que o Congresso feche, mais adiante, as doze leis orçamentárias anuais que de fato definem os gastos de cada área do governo.

O pano de fundo político é claro. Depois de dois episódios recentes de paralisação total da máquina pública, nenhum dos partidos quer ser apontado como responsável por um terceiro shutdown às vésperas de uma eleição — e por isso republicanos apostam em agir cedo, em vez de deixar a negociação escorregar para os últimos dias de setembro, quando o risco de impasse costuma disparar.

Com informações da Bloomberg.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

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