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Rússia e Ucrânia trocam acusações após ataques com drones que causam mortes de civis

Rússia e Ucrânia intensificaram os confrontos aéreos neste fim de semana, com ambas acusando uma à outra de ataques que mataram dezenas de civis. O presidente russo Vladimir Putin ameaçou com retaliação, enquanto o líder ucraniano Volodymyr Zelensky voltou a cobrar dos aliados ocidentais sistemas de defesa aérea.

Ataques ucranianos contra território russo

Drones ucranianos dispararam uma onda de ataques contra várias regiões russas na madrugada de sábado (22 de agosto), resultando na morte de pelo menos 10 civis. A cidade de Samara foi um dos alvos: um armazém da varejista Ozon e uma instalação industrial foram atingidos, deixando uma idosa morta e várias pessoas feridas. O ataque marca o primeiro contra a Ozon após semanas de bombardeios contra sua concorrente Wildberries.

Em Krasnodar, no sul, dois menores morreram em um ataque à cidade portuária de Yeysk. A região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, registrou duas mortes e 13 feridos. Bryansk, outra área fronteiriça, teve quatro feridos. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado 457 drones ucranianos durante a noite.

Putin ameaça retaliação

Putin condenou os ataques e afirmou que Kiev “abriu uma caixa de Pandora” ao mirar na infraestrutura econômica russa que financia o esforço de guerra. A Ucrânia justifica esses bombardeios como tentativa de cortar o financiamento das operações militares russas.

Contraataques russos anteriores

Nos dois dias anteriores, foi a vez de a Rússia atacar. Na sexta-feira (21), drones russos atingiram um shopping em Kryvyi Rih, no leste ucraniano, deixando 15 mortos e quase cem feridos. Outro ataque matou quatro pessoas em Tokarivka, no sul, incluindo três crianças.

Uma madrugada antes, em quinta-feira (20), a Rússia lançou uma ofensiva de larga escala contra Kiev, utilizando 168 drones e diferentes tipos de mísseis. O ataque matou 15 pessoas e danificou uma escola, um hospital infantil, uma creche e pelo menos 30 edifícios. O Kremlin afirmou ter atingido instalações que produzem componentes para drones e centros de logística militar.

Pressão por sistemas de defesa

Zelensky classificou os ataques russos como “terrorismo” e pressionou aliados por sistemas Patriot de defesa aérea. Ressaltou que a ameaça maior vem dos mísseis balísticos e que o fornecimento de munições para esses sistemas depende dos parceiros internacionais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu que trabalha para fornecer recursos antibalísticos como prioridade urgente.

Negociações em xeque

O cenário de violência ocorre enquanto Zelensky trabalha com os americanos Steve Witkoff e Jared Kushner em propostas para encerrar a guerra. O Kremlin, porém, informou não ter confirmação sobre uma possível visita dos negociadores a Moscou.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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