Renan Santos defende reforma da Justiça do Trabalho e critica escala 6×1
O candidato presidencial Renan Santos, pelo partido Missão, defendeu em sabatina que a Justiça do Trabalho caminhe para a “obsolescência e substituição”, com a transferência de demandas trabalhistas para a Justiça Cível. Segundo o candidato, o modelo atual é ultrapassado e Brasil não acompanha as práticas dos países desenvolvidos.
“Eu acho que ela tem que se encaminhar para uma obsolescência e substituição. Não, eu não acabo com a Justiça. Eu acho que é um caminho, é um caminho natural”, afirmou durante entrevista com a CBN, Valor Econômico e O Globo nesta quinta-feira.
Crítica ao sistema trabalhista
Renan criticou duramente a atual estrutura trabalhista brasileira, classificando-a como “a pior Justiça trabalhista do mundo”. Conforme o candidato, o Brasil registra um volume desproporcional de ações trabalhistas em comparação com outras nações, reflexo de um sistema que considera ineficiente.
Posicionamento contra jornada reduzida
O candidato reafirmou sua oposição ao fim da escala 6×1. Para Renan Santos, reduzir a jornada com manutenção de salários elevaria os custos empresariais, podendo gerar mais informalidade e desemprego, particularmente nos setores de comércio e serviços que empregam grande volume de mão de obra.
Questionado se reverteria a medida caso fosse aprovada pelo Congresso e ele eleito presidente, respondeu afirmativamente e indicou que proporia uma nova reforma trabalhista.
Proposta de novo modelo de contratação
Renan Santos anunciou que sua campanha detalhará uma proposta para um modelo alternativo de contratação, diferente da CLT e do MEI, com objetivo de ampliar a formalização e reduzir custos. Os princípios incluiriam limite para jornada semanal, período mínimo de descanso e pagamento por hora trabalhada.
O candidato reafirmou sua defesa pela manutenção do limite atual de 44 horas semanais, demonstrando preocupação em equilibrar mudanças regulatórias com a preservação de direitos já conquistados pelos trabalhadores.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional