Economia

Produtores de lichia de Itaí ampliam mercado e diversificam produtos para reduzir perdas

A produção de lichia em Itaí, no interior de São Paulo, alcança cerca de 170 hectares e tem se consolidado como um dos principais polos da fruta no país. O clima favorável da região tem permitido aos agricultores expandir a área cultivada e buscar estratégias para reduzir perdas e gerar renda ao longo de todo o ano.

Variedades e extensão da colheita

Para evitar que a safra se concentre em um curto período, produtores como Ricardo Pinto adotam o plantio de variedades precoces, médias e tardias. Essa prática amplia o ciclo de colheita, que passa de um pico tradicional em dezembro‑janeiro para um intervalo que vai do fim de novembro até o final de janeiro, permitindo uma oferta mais constante nos mercados interno e externo.

Redução de descartes

Antes da adoção de novas técnicas, cerca de 20% das lichias colhidas eram descartadas por não atenderem aos padrões de qualidade exigidos para a venda in natura. A diversificação de produtos tem sido a principal solução para esse problema, transformando frutas que seriam perdas em itens comercializáveis.

Novos produtos derivados

A propriedade de Pinto, entre outras da região, já comercializa nove linhas de produtos a partir da lichia: fruta congelada, desidratada, liofilizada, aguardente, compotas, geleias, snacks, mel de lichia e outros. Esses itens ampliam o portfólio das cooperativas e permitem que a produção gere receita durante todo o ano, reduzindo a dependência do período de alta temporada.

Exportação e logística

Quase 40% da produção total de lichia de Itaí é exportada. Devido à curta vida útil da fruta, o transporte precisa ser ágil e bem coordenado para garantir a qualidade ao chegar ao destino. Produtores têm investido em embalagens especiais e em parcerias logísticas para atender à demanda internacional.

Perspectivas de futuro

Os agricultores locais defendem maior investimento público e privado na cadeia produtiva. Entre as propostas está a criação de uma rede de abastecimento capaz de suprir uma futura fábrica de suco de lichia – a primeira do Brasil – que poderia gerar empregos e valorizar ainda mais a produção regional. Além disso, práticas como poda pós-colheita, nutrição adequada e manejo da polinização têm sido reforçadas para garantir a saúde das árvores e a produtividade nos ciclos seguintes.

Com a colheita de 2026 se aproximando, a comunidade de produtores mantém a atenção redobrada nos pomares, buscando consolidar Itaí como referência nacional e internacional na produção de lichia de alta qualidade.

Com informações de G1 Economia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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