Procuradores denunciam agressões sexuais quase diárias em Ceuta, onde permanecem até 5 mil migrantes
Os promotores de justiça de Ceuta afirmam que casos de agressão sexual ocorrem quase todos os dias na cidade autônoma espanhola, localizada no norte da África. A denúncia surge num contexto em que a maioria dos migrantes que chegaram ao enclave já retornou ao Marrocos vizinho, mas ainda permanecem cerca de 5 mil pessoas na região.
Contexto migratório em Ceuta
Ceuta, junto com a vizinha Melilla, representa um ponto de entrada estratégico para migrantes que buscam chegar à Europa. Nos últimos meses, as autoridades espanholas intensificaram as operações de retorno, enviando milhares de requerentes de asilo de volta ao Marrocos. Contudo, o número ainda elevado de residentes temporários tem pressionado os serviços sociais e de segurança da cidade.
Denúncia dos promotores
Segundo o Ministério Público, os relatos de violência sexual são frequentes e, em muitos casos, as vítimas são mulheres migrantes que ainda aguardam regularização de sua situação. Os promotores apontam que a falta de moradia adequada e a vulnerabilidade econômica contribuem para a exposição a abusos. Embora não tenham divulgado números exatos, os investigadores descrevem a situação como “uma crise de segurança pública”.
Resposta das autoridades locais
O governo de Ceuta declarou estar ciente das acusações e afirmou que medidas de reforço policial foram implementadas. Em entrevista, o delegado da polícia local destacou a criação de unidades especializadas para lidar com crimes de gênero e a cooperação com organizações não‑governamentais que oferecem apoio às vítimas.
Impacto nos serviços de apoio
Organizações de direitos humanos que atuam no enclave alertam que a capacidade de acolhimento está no limite. Centros de abrigo e linhas de apoio denunciam a escassez de recursos para atender à demanda crescente por assistência psicológica e jurídica. A falta de espaço e de profissionais especializados dificulta a identificação e o acompanhamento dos casos de violência.
Perspectivas e desafios futuros
Especialistas em migração ressaltam que a solução passa por políticas mais abrangentes de integração e proteção, além de um reforço na cooperação transfronteiriça entre Espanha e Marrocos. Enquanto isso, a população migrante permanece vulnerável, e os promotores continuam a apurar os casos, prometendo que os responsáveis serão responsabilizados judicialmente.
Com informações de BBC World.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional