Economia

França anuncia taxa de até €20 por peça de moda ultra‑rápida até 2030

O governo francês divulgou um novo plano tributário que pretende colocar um encargo sobre roupas de “moda ultra‑rápida”. A medida, anunciada em setembro de 2026, tem como objetivo desestimular o consumo de peças produzidas em ciclos de produção extremamente curtos e de baixo custo, como as comercializadas por plataformas online como Shein e Temu.

Objetivo da taxa

Segundo o ministério da Transição Ecológica, o imposto faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao desperdício têxtil e à pegada de carbono da indústria da moda. O cálculo preliminar indica que, a partir de 2030, a tarifa poderá chegar a quase €20 por item, dependendo da velocidade de produção e do preço de venda ao consumidor.

Impacto nos gigantes digitais

Shein, com sede na China, e Temu, também controlada por um conglomerado chinês, foram citadas como os principais alvos da política, já que suas plataformas são responsáveis por uma parcela significativa das vendas de roupas de produção acelerada na Europa. As empresas ainda não se manifestaram oficialmente, mas analistas de mercado sugerem que a taxa pode pressionar os preços finais ou levar os varejistas a rever suas cadeias de suprimento.

Reação da indústria

Representantes do setor têxtil francês acolheram a iniciativa como um passo necessário para nivelar a concorrência. Em declarações, a Federação da Indústria da Confecção (FIC) enfatizou que os produtores locais cumprem normas ambientais mais rigorosas e, portanto, são desfavorecidos por práticas de produção mais baratas e menos reguladas.

Previsão de arrecadação

O governo estima que a taxa possa gerar entre €500 milhões e €1 bilhão anualmente, valores que seriam destinados a programas de reciclagem têxtil, apoio à transição verde das empresas de moda e campanhas de conscientização ao consumidor.

Desafios e próximos passos

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento francês. Críticos apontam que a definição de “ultra‑fast fashion” pode ser vaga e que a taxa poderia ser contornada por importações indiretas. O governo, porém, afirmou que planeja estabelecer critérios claros baseados em tempo de produção, preço de varejo e volume de vendas. Se aprovada, a medida entrará em vigor gradualmente, com revisão prevista para 2028 a fim de ajustar valores e alcance.

Com informações de BBC World.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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