Policiais militares são condenados por homicídio de advogado Davi Sebba, em Goiânia, após 14 anos
O Tribunal do Júri de Goiânia proferiu, na noite de sexta‑feira (2), a sentença que encerra um caso que já se arrastava por mais de uma década. Dois policiais militares foram condenados pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho, assassinada em julho de 2012 em um estacionamento de hipermercado na capital goiana.
Sentença e penas
O soldado Jonathas Atenevir Jordão, apontado como autor material do disparo, recebeu a condenação por homicídio qualificado e cumpre 12 anos de reclusão. O tenente Ednailton Pereira de Souza foi sentenciado a 10 anos por homicídio simples, além de pena pelo porte ilegal de arma. O sargento Luiz Frederico de Oliveira foi absolvido de todas as acusações que lhe foram imputadas.
Detalhes do crime
Na ocasião, Davi Sebba, então com 38 anos, foi alvejado por um tiro no peito enquanto se encontrava ao volante, com as mãos no volante, no estacionamento da Avenida T‑9, em Goiânia. Os policiais alegaram estar realizando uma operação antidrogas e afirmaram que a vítima teria reagido ao disparo. Laudos periciais e investigações posteriores desmontaram essa versão, indicando que o advogado estava desarmado e que os agentes teriam inserido a arma no veículo para simular um confronto inexistente.
Reação da família
Pedro Ivo, irmão da vítima, acompanhou o julgamento e expressou que o processo era aguardado há muito tempo pela família. Apesar de desejar justiça, ele ressaltou que os réus deveriam ter a oportunidade de se defender. Já a esposa de Jonathas Jordão, Isadora, compareceu ao plenário defendendo a inocência do marido e clamando pela “justiça de Deus”.
Contexto do julgamento
O caso chegou ao júri popular após uma série de reviravoltas judiciais, incluindo uma absolvição parcial em 2017, quando o juiz havia exonerado dois dos militares. O novo julgamento, que durou dois dias, contou com a presença de representantes da defesa, que reiteraram a tese de inocência de seu cliente, embora o tribunal tenha mantido a decisão condenatória.
Implicações
As condenações reforçam o debate sobre abusos de autoridade e a necessidade de maior transparência nas operações policiais. Organizações de direitos humanos acompanham o caso como um marco na responsabilização de agentes de segurança por excessos cometidos no exercício da função. A sentença também traz alívio para a família de Davi Sebba, que aguardava por justiça há 14 anos, ao mesmo tempo em que evidencia a complexidade das investigações de crimes praticados por autoridades.
Com informações de G1.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional