PIB da zona do euro registra crescimento de 0,4% no terceiro trimestre
Eurostat divulgou na manhã desta sexta-feira (30) que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 0,4% no terceiro trimestre de 2026. O resultado indica uma desaceleração em relação ao ritmo observado no trimestre anterior, mas ficou acima das projeções consolidadas pelos principais institutos de pesquisa econômica.
Crescimento registrado
O aumento de 0,4% foi medido em termos reais, já descontada a inflação, e reflete a soma dos desempenhos de produção industrial, serviços e consumo interno nos 19 países que compõem a zona do euro. O dado foi apresentado após a revisão preliminar das contas nacionais, que costuma ser ajustada nas próximas semanas.
Comparação com o trimestre anterior
No segundo trimestre de 2026, a economia da região cresceu 0,7%, de acordo com a mesma agência. A queda de três décimos de ponto percentual revela um arrefecimento da atividade econômica, atribuído a fatores como a diminuição dos estímulos fiscais em alguns Estados-membros e a persistência de pressões inflacionárias que limitam o poder de compra dos consumidores.
Expectativas dos analistas
Especialistas do mercado previam um crescimento de 0,2% a 0,3% para o período, o que torna o resultado final ligeiramente melhor do que o esperado. Analistas do Banco Central Europeu (BCE) observaram que, embora a desaceleração seja compatível com a política monetária restritiva adotada nos últimos meses, o desempenho ainda demonstra resiliência em setores como tecnologia e energia renovável.
Impacto nos mercados
As bolsas europeias reagiram de forma cautelosa ao anúncio. O índice Stoxx 600 encerrou o dia em ligeira alta, impulsionado por ações do setor de serviços, enquanto os rendimentos dos títulos soberanos permaneceram estáveis, indicando que o mercado ainda avalia a trajetória da política de juros do BCE.
Perspectivas para o próximo trimestre
Para o quarto trimestre de 2026, as projeções apontam para um crescimento entre 0,3% e 0,5%, dependendo da evolução da demanda externa e da eficácia das medidas de apoio ao consumo interno. O BCE sinalizou que continuará monitorando os indicadores de inflação e atividade econômica antes de decidir sobre novos ajustes nas taxas de juros.
Com informações de Folha Mercado.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional