Economia

Petrobras confirma indícios de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá

A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (14) a identificação de indícios de petróleo e gás natural em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A descoberta foi anunciada em comunicado ao mercado e é tratada pela estatal como um passo relevante para repor reservas ao longo da próxima década.

Onde fica o poço

O poço, batizado de Morpho, está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma lâmina d’água de quase 2.900 metros. A perfuração começou em outubro e segue em andamento, já que a empresa ainda precisa avaliar a extensão do reservatório encontrado.

Sinais identificados por perfis elétricos

Segundo a companhia, técnicos identificaram um intervalo com indícios de hidrocarbonetos a partir de perfis elétricos e leituras de rocha realizadas durante a perfuração. O bloco onde o poço está localizado, chamado FZA-M-59, foi arrematado em leilão em 2013 e é operado sob regime de concessão.

Presidente da Petrobras pondera resultado

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, classificou o achado como uma descoberta, mas fez questão de diferenciar o resultado de uma confirmação comercial. Segundo ela, a estatal ainda vai perfurar outros poços no mesmo bloco para determinar se o volume encontrado justifica o desenvolvimento de um campo de produção.

Repercussão política no Amapá

A notícia gerou reação imediata de lideranças políticas do estado. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que é senador pelo Amapá, classificou a data como histórica e disse que o resultado confirma anos de disputa pelo direito de pesquisar a chamada Margem Equatorial brasileira. Para ele, a exploração da área pode se converter em geração de emprego e renda para a população amapaense.

O que vem a seguir

A Petrobras informou que as operações de perfuração continuam, com o objetivo de avaliar de forma mais precisa o potencial da descoberta. Ainda não há prazo definido para a conclusão dessa etapa exploratória nem estimativa de volume recuperável, já que essas informações dependem dos poços adicionais previstos para a região.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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