Pablo Marçal atribui a erro patrimônio de R$ 7,4 bilhões declarado ao TSE
O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Pablo Marçal, afirmou nesta segunda-feira (17) que houve um erro na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, documento no qual aparece com um patrimônio de R$ 7,4 bilhões. Segundo ele, a falha teria ocorrido no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no preenchimento feito pelo próprio partido.
Como surgiu a declaração
O valor foi registrado no fim de semana, após a candidatura de Marçal à Presidência ser oficializada de forma inesperada. O ex-coach está inelegível até 2032 e deve ter o registro de sua candidatura julgado pelo TSE nos próximos dias.
Composição do patrimônio declarado
De acordo com o documento entregue à Justiça Eleitoral, a maior parte do valor — R$ 6,7 bilhões — corresponde a aplicações de renda fixa. Também consta na declaração um terreno localizado em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões.
Salto em relação a 2024
O valor apresentado representa um crescimento de 4.276% em comparação à declaração de bens entregue por Marçal em 2024, quando ele concorreu à Prefeitura de São Paulo e não avançou ao segundo turno. Naquele ano, o total declarado por ele foi de R$ 169,5 milhões.
Versão do candidato
Em entrevista a um canal no YouTube, Marçal disse que seu patrimônio real caiu cerca de R$ 20 milhões desde 2024 e que hoje soma R$ 149 milhões — valor bem distante dos R$ 7,4 bilhões constantes na declaração oficial. Ele classificou a discrepância como “erro de digitação” e sugeriu que o TSE reveja o processo de preenchimento das declarações.
Repercussão no TSE
Até a publicação desta reportagem, o TSE não havia se manifestado publicamente sobre a divergência apontada pelo candidato. A análise do registro de candidatura de Marçal, que já enfrenta questionamentos por sua condição de inelegibilidade, deve levar em conta também a consistência das informações patrimoniais apresentadas.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional