Política

Ministro André Mendonça pede restrição ao acesso ao celular de Daniel Vorcaro antes de julgamento no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enviou, neste domingo (13), um ofício em que defende que a divulgação completa das informações extraídas do celular do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro poderia “tumultuar” o julgamento previsto para a próxima terça‑feira (15) e comprometer a eficácia das investigações em curso.

Contexto do julgamento

O plenário do STF vai analisar um relatório da Polícia Federal que traz mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O caso está ligado a supostas irregularidades nas operações do Banco Master e tem gerado intenso debate entre os próprios magistrados.

Posição de Mendonça

Mendonça argumentou que a inclusão de novos elementos que ainda não constam nos autos – sobretudo a abertura integral do conteúdo do iPhone apreendido – “só contribuiria para tumultuar o julgamento” e abriria espaço para questionamentos que desviariam o foco da decisão. Ele enfatizou que o material já disponibilizado a todos os ministros é suficiente para o julgamento e que não há necessidade de ampliar o acesso.

Pedidos de outros ministros

Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes solicitaram ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que fosse concedido o acesso total ao espelhamento do aparelho. Zanin e Gilmar alegaram que o contexto completo seria indispensável para uma decisão consciente, enquanto Moraes afirmou que cabe ao relator disponibilizar todos os documentos relevantes ao colegiado.

Reação da Polícia Federal

A Polícia Federal respondeu que o celular e a extração original permanecem guardados com segurança e que cópias idênticas podem ser enviadas a todos os gabinetes que solicitarem. A PF ressaltou que o arquivo repassado ao gabinete de Mendonça em março era, de fato, uma cópia, fornecida mediante solicitação formal do relator.

Próximos passos

Além de contestar as demandas de acesso, Mendonça solicitou ao presidente Fachin que quatro delegados da PF prestem esclarecimentos, em até 24 horas, sobre o envio dos relatórios e mídias ao seu gabinete em março, bem como sobre eventuais constrangimentos sofridos durante a investigação. O presidente da Corte já havia concedido prazo para que a PF esclarecesse a integridade da cadeia de custódia das provas. O debate sobre a extensão do acesso ao conteúdo do celular deve se desenrolar ainda na sessão de terça‑feira, onde a ala de Moraes pretende levantar questões preliminares e possíveis nulidades processuais.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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