Política

Lula e Flávio Bolsonaro intensificam embates com Congresso e STF na corrida ao Planalto

A cerca de dois meses do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevaram o tom em disputas com outros Poderes, num movimento que evidencia a polarização que deve marcar a eleição presidencial de 2026.

Lula mira as emendas parlamentares

No programa de governo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral, Lula classificou o atual sistema de emendas parlamentares como uma “grave distorção” no orçamento federal e prometeu propor mudanças na execução dos repasses caso seja reeleito. O texto argumenta que as emendas impositivas e o chamado orçamento secreto alteraram a relação entre Executivo e Legislativo e reduzem a eficiência na alocação de recursos públicos.

Flávio intensifica críticas ao Supremo

Do outro lado, Flávio Bolsonaro reforçou as críticas ao Supremo Tribunal Federal após o ministro Alexandre de Moraes negar autorização para que o senador visitasse o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais. O pré-candidato classificou a decisão de “desumana”.

Pesquisas indicam disputa acirrada

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (10) aponta empate técnico entre os dois nomes em um eventual segundo turno, com 47% das intenções de voto para Lula e 44% para Flávio. A pesquisa mostra ainda que a aprovação do governo recuou: 46% dos entrevistados aprovam a gestão petista, contra 49% de reprovação. Segundo analistas, parte do eleitorado que reprova o governo tende a votar em Lula no segundo turno por rejeitar ainda mais a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Voto de rejeição pesa na decisão

Outro levantamento, também divulgado nesta segunda, mostra que quase um quarto do eleitorado brasileiro define o voto para presidente pela rejeição a candidatos, e não necessariamente pela preferência por um nome específico — um fenômeno que tende a beneficiar o candidato menos rejeitado no confronto direto.

Campanha de Flávio ganha novo slogan

Flávio Bolsonaro também apresentou a nova identidade de sua campanha institucional, com o slogan “O Brasil vai vencer”, nas cores verde e amarela da bandeira nacional. A mudança marca a entrada de um novo marqueteiro na equipe do senador, movimento que reflete ajustes na estratégia de comunicação da pré-candidatura.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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