Política

Lula diz que Trump vai tentar interferir nas eleições para favorecer Flávio Bolsonaro

Faltando pouco mais de dois meses para a eleição presidencial de outubro, Lula voltou a colocar o dedo numa ferida que já é clássica em campanhas brasileiras: a suposta mão de Washington nas urnas nacionais. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, gravada nesta quinta-feira (30), o presidente disse acreditar que o governo Trump vai tentar interferir no pleito para favorecer o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL.

O que Lula disse, exatamente

A frase que resumiu o recado foi direta: “Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar aquele lado a ganhar as eleições”. Para o presidente, a Casa Branca tem preferência declarada pela vitória do candidato ligado à família Bolsonaro, e ele apontou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como peça central dessa articulação.

Não é a primeira vez que o tema aparece. Na quarta-feira (29), um dia antes da entrevista, Lula já havia confirmado que o governo brasileiro negou visto a dois representantes dos Estados Unidos que, segundo ele, estariam vindo ao país justamente para atuar nesse sentido durante a corrida eleitoral.

“Backyard” não, obrigado

Um dos trechos mais fortes da entrevista foi quando Lula criticou o que chamou de tentativa de reduzir a América Latina a um “quintal” dos Estados Unidos — o famoso “backyard” que aparece de tempos em tempos no discurso de setores da política externa americana. “Ninguém vai vencer o Brasil na mentira”, disparou, numa resposta que soou tanto para a plateia interna quanto para Washington. Apesar do tom firme, o presidente fez questão de dizer que o assunto não tira o sono dele. A avaliação passada foi de que esse tipo de movimentação externa, ainda que real, não muda o resultado que ele espera nas urnas em outubro.

Eleição de outubro já esquenta os ânimos

A disputa presidencial brasileira de 2026 promete ser uma das mais polarizadas dos últimos anos, com o nome de Flávio Bolsonaro ganhando força como possível representante da direita depois da inelegibilidade do pai, Jair Bolsonaro. Episódios como esse — de acusações de ingerência estrangeira — tendem a se repetir e a virar munição de parte a parte até a votação.

Com informações da Gazeta do Povo.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *