Governo aprova nova regra do gás natural e promete cortar preço pela metade para a indústria
Quem acompanha a conta de energia da indústria brasileira tem um motivo novo para prestar atenção: o governo aprovou nesta quinta-feira (30) uma reforma na forma como o gás natural da União é vendido, e a promessa é reduzir o preço do insumo para grandes consumidores em mais da metade.
O que mudou na prática
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) alterou a Resolução nº 15, de 2018, e autorizou a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) a comercializar diretamente, por meio de leilões, a parcela de gás natural que cabe à União nos contratos de partilha de produção do pré-sal. Na prática, isso abre um novo canal de venda direta para grandes consumidores, como indústrias e termelétricas, sem depender só do esquema atual de comercialização.
O modelo prevê leilões de curto prazo entre 2026 e 2030, e leilões de longo prazo a partir de 2030. O primeiro deles já está marcado para os últimos dois meses deste ano.
Preço pode cair de US$ 12 para US$ 5
O Ministério de Minas e Energia estima uma redução superior a 50% no preço do gás natural para a indústria — dos atuais cerca de US$ 12 por milhão de BTU para algo próximo de US$ 5. Setores como química, fertilizantes e siderurgia aparecem como prioridade da nova política, numa tentativa clara de destravar a competitividade da indústria nacional, que reclama há anos do custo elevado da energia.
Impacto esperado na economia
Segundo estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a reforma tem potencial para gerar cerca de 436 mil empregos diretos e indiretos, R$ 95 bilhões em novos investimentos, um incremento de R$ 79 bilhões no PIB e um acréscimo de R$ 9,3 bilhões na arrecadação federal. São números ambiciosos, que ainda vão depender de como o mercado reage aos primeiros leilões.
Por que isso importa agora
O preço do gás natural é um gargalo histórico da indústria brasileira, encarecendo desde a produção de fertilizantes até processos siderúrgicos. Se a promessa de corte pela metade se confirmar no leilão do fim do ano, o efeito deve aparecer na ponta — em custo de produção e, possivelmente, em preços mais competitivos para o consumidor final.
Com informações da EFE.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz