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Kaiser Franz: a trajetória de Franco Baresi, o zagueiro que virou lenda eterna do AC Milan

O futebol mundial perdeu nesta sexta-feira (31) um de seus maiores nomes. Franco Baresi, zagueiro que se tornou sinônimo do AC Milan e da seleção italiana, morreu aos 66 anos. O anúncio foi feito pelo próprio clube rossonero, que não detalhou as causas da morte. Nas redes sociais, o Milan publicou uma homenagem em que descreveu Baresi como parte eternamente ligada à identidade do clube, prometendo que sua memória seguirá guiando a torcida “Rossonera”.

Uma vida inteira vestindo a mesma camisa

Nascido em Travagliato, no norte da Itália, Baresi ingressou nas categorias de base do Milan ainda adolescente e nunca mais deixou o clube. Foram vinte temporadas como jogador profissional, entre 1977 e 1997, somando 719 partidas com a camisa rossonera — um dos maiores números da história do clube. Por quinze dessas temporadas, vestiu a braçadeira de capitão, tornando-se referência de liderança dentro e fora de campo. Após sua aposentadoria, em reconhecimento à sua trajetória, o Milan aposentou a camisa número 6, que Baresi usou ao longo de toda a carreira.

Kaiser Franz

Chamado inicialmente de “Piscinin” (“pequenino”, em dialeto milanês) por conta do físico franzino quando chegou ao clube, Baresi cresceu para se tornar um dos zagueiros mais completos da história do esporte, ganhando o apelido de “Kaiser Franz”, referência ao lendário Franz Beckenbauer, por conta de sua elegância técnica combinada à força física. Em 1999, foi eleito o melhor jogador do século pelo Milan, à frente de nomes como Paolo Maldini e os holandeses Gullit, Van Basten e Rijkaard, que formaram ao seu lado uma das defesas mais lembradas da história do futebol europeu.

Títulos e conquistas

Ao longo da carreira, Baresi conquistou seis campeonatos italianos e três Copas dos Campeões (atual Liga dos Campeões) pelo Milan, além de inúmeros títulos nacionais e internacionais. Pela seleção italiana, disputou 81 partidas e foi campeão do mundo em 1982, ainda muito jovem, sem ser titular absoluto da equipe naquela edição. Chegou às finais da Copa do Mundo de 1990, em casa, e de 1994, nos Estados Unidos, onde a Itália perdeu para o Brasil nos pênaltis — partida em que Baresi, lesionado, atuou mesmo com dores e desperdiçou uma cobrança na disputa.

Presente até o fim

Mesmo já afastado dos gramados há quase três décadas, Baresi seguiu ligado ao Milan como vice-presidente honorário e embaixador do clube. Sua última aparição pública de destaque foi em fevereiro deste ano, quando dividiu com o ex-jogador da Inter de Milão Beppe Bergomi a honra de ser tocheiro na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, realizada no estádio San Siro, palco de boa parte de sua história como jogador.

Repercussão

A morte de Baresi gerou uma onda de homenagens de clubes e federações ao redor do mundo, reforçando o status do zagueiro como uma das maiores referências técnicas e de caráter da história do futebol italiano e mundial.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Maickel Katz

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