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FIFA dá marcha à ré e cancela plano bilionário de vender fatia da Copa do Mundo

Depois de dias sob fogo cruzado de federações e confederações ao redor do mundo, a FIFA resolveu recuar. Nesta semana, o presidente da entidade, Gianni Infantino, anunciou o cancelamento de um projeto ambicioso — e polêmico — que previa vender uma fatia minoritária de uma nova subsidiária comercial da FIFA para investidores privados, com a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes como principais ativos por trás do negócio.

Um plano de US$ 20 bilhões que não saiu do papel

A proposta, batizada de FIFA Forward Enterprise (FFE), havia sido anunciada há pouco mais de uma semana e chegava a ser avaliada em cerca de US$ 20 bilhões. A ideia era criar uma espécie de braço comercial da FIFA, aberto a capital externo, para explorar comercialmente os principais torneios da entidade. Só que o anúncio caiu mal — e rápido.

UEFA ameaçou boicote, e outras confederações seguiram o mesmo caminho

A UEFA foi a primeira a bater de frente, afirmando publicamente que “a alma e a governança” do futebol estavam ameaçadas pela proposta — e chegou a cogitar boicotar futuras edições da Copa do Mundo masculina e feminina caso o plano seguisse adiante. CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também se posicionaram contra, e a pressão conjunta acabou pesando mais do que a FIFA esperava.

Recuo em meio a turbulência política

Em comunicado, a entidade afirmou que, “depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criava divisões” incompatíveis com o objetivo original. Infantino disse que agora pretende reunir as partes interessadas nas próximas semanas para seguir “fazendo o futebol crescer, principalmente nos países que mais precisam de apoio”. O episódio é visto como uma das crises políticas mais sérias do mandato de Infantino à frente da FIFA — chegando menos de duas semanas depois de ele aparecer ao lado do presidente americano Donald Trump na final da Copa do Mundo de 2026.

Com informações da ANSA.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com publicação automatizada.

— Maickel Katz

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