IPCA-15 surpreende para baixo e reforça aposta em novo corte da Selic na próxima semana
O mercado financeiro brasileiro amanheceu nesta quinta-feira mais otimista com o rumo da inflação. O IPCA-15 de julho, principal termômetro antecipado dos preços no país, veio bem abaixo do esperado pelos analistas, e essa surpresa positiva praticamente selou as apostas de um novo corte de juros na reunião do Copom marcada para a próxima semana.
Inflação em desaceleração
O índice de julho subiu apenas 0,06% na comparação mensal, um resultado considerado excepcionalmente baixo. Com isso, a inflação acumulada em doze meses recuou para 4,52%, ficando dentro da margem de tolerância perseguida pelo Banco Central e abaixo de praticamente todas as projeções do mercado.
Selic pode cair mais uma vez
A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, está em 14,25% ao ano, definida na última reunião do Copom em junho. Com o novo dado de inflação, cresceu entre analistas a expectativa de um corte adicional de 0,25 ponto percentual na reunião marcada para a próxima quarta-feira, o que aliviaria o custo do crédito e das dívidas de empresas e famílias.
Reflexos no mercado
A perspectiva de juros mais baixos costuma beneficiar diretamente as ações mais sensíveis ao crédito doméstico e ao consumo das famílias, um efeito que analistas já começam a precificar. Ao mesmo tempo, o real segue sustentado pelo nível ainda elevado dos juros brasileiros, o que oferece proteção à moeda mesmo em meio à turbulência internacional.
Atenção à política fiscal
Apesar do alívio na frente da inflação, economistas alertam que o humor do mercado pode mudar rapidamente caso surjam sinais de deterioração nas contas públicas do governo, um fator que segue sendo observado de perto pelos investidores como contrapeso ao otimismo com os juros.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Maickel Katz