Flávio Bolsonaro supera vantagem de Lula no Nordeste com margens decisivas no Sul e Sudeste
Nas urnas de domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu Jair Bolsonaro (2022) ao registrar 56,1 milhões de votos, representando 47,03% do total, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 53,8 milhões, ou 45,16%. A diferença de 2,2 milhões de votos colocou o candidato do PL à frente já no primeiro turno.
Vantagem de Lula no Nordeste
Lula manteve a tradicional força no Nordeste, vencendo em todos os estados da região. Os saldos positivos somaram cerca de 11 milhões de votos, com destaque para a Bahia (mais de 3,2 milhões), Pernambuco (1,8 milhão) e Ceará (1,8 milhão). Esses números confirmam o histórico de apoio ao PT nas áreas de maior peso populacional do país.
Desempenho de Flávio Bolsonaro nas regiões de maior peso eleitoral
Entretanto, o avanço de Flávio Bolsonaro nas áreas que concentram mais eleitores compensou a vantagem nordestina de Lula. No Sudeste, São Paulo foi decisivo: o senador abriu uma margem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo individual. Os resultados positivos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo contribuíram para um acréscimo de 13 milhões de votos em relação ao líder nordestino.
Contribuição do Sul
No Sul, o senador também obteve margens expressivas, sobretudo no Paraná e em Santa Catarina, onde superou Lula por mais de 1,8 milhão de votos em cada estado. Juntos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro correspondem a mais de 40% do eleitorado nacional, reforçando o impacto das vitórias nessas unidades federativas.
Comparação histórica
O resultado coloca Flávio Bolsonaro acima da marca alcançada por seu pai, Jair Bolsonaro, que chegou a 51 milhões de votos no primeiro turno de 2002. Por outro lado, Lula registrou seu maior número de votos desde 2006, mas ainda insuficiente para manter a liderança quando somados os saldos das regiões sul‑sudeste.
Perspectivas para o segundo turno
Com a votação ainda em curso para o segundo turno, os números indicam que a disputa nacional ficará equilibrada. Enquanto Lula continua dominante no Nordeste, a força de Flávio Bolsonaro nos principais colégios eleitorais do Sudeste e Sul pode ser decisiva para definir o próximo presidente da República.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional