Esportes

Fifa recua e cancela plano de vender fatia privada de US$ 20 bilhões na Copa do Mundo

Depois de dias sob pressão de federações e torcedores ao redor do mundo, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, jogou a toalha em relação a um dos planos mais polêmicos já propostos para o futebol mundial: a venda de uma fatia privada da Copa do Mundo avaliada em US$ 20 bilhões.

Do que se tratava o plano

A proposta de Infantino previa a criação de uma nova empresa para administrar eventos da Fifa, incluindo a própria Copa do Mundo, avaliada em cerca de US$ 20 bilhões. A ideia era vender uma fatia de aproximadamente 20% desse negócio a investidores privados — entre eles, segundo apurado, a família Kushner —, levantando algo próximo de US$ 4,2 bilhões para os cofres da entidade.

Por que o plano gerou tanta revolta

A reação contrária foi imediata e vinda de várias frentes. A Uefa e suas 55 federações filiadas chegaram a anunciar que boicotariam todas as competições organizadas pela Fifa caso o plano seguisse adiante, classificando a iniciativa como uma tentativa de transformar a Copa do Mundo em um simples produto de investimento, em vez de preservá-la como um dos maiores legados esportivos do planeta. A pressão aumentou ainda mais com a renúncia de Carlos Cordeiro, conselheiro sênior de Infantino, que classificou o plano como “um mau negócio para as federações-membro da Fifa, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo”.

O recuo de Infantino

Diante do tamanho da rejeição, o dirigente suíço anunciou em comunicado que a proposta “não vai seguir adiante”. Segundo ele, “depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio, já não atendem mais ao objetivo inicialmente estabelecido”. Apesar do recuo, analistas do mercado esportivo avaliam que o episódio deixa marcas na credibilidade de Infantino à frente da entidade, justamente por ter chegado tão perto de colocar em prática um modelo de negócio visto por boa parte do futebol mundial como incompatível com a tradição do torneio.

Com informações de agências internacionais.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

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