Política

Famílias acampam na margem de rodovia em Mato Grosso aguardam acesso à terra na véspera da eleição

Dois dias antes da escolha dos novos representantes federais, dezenas de famílias permanecem acampadas à margem da rodovia BR-163, no extremo norte do estado de Mato Grosso, tentando garantir o direito de acesso a propriedades que alegam ter sido usurpadas por grileiros e por grupos armados locais.

Conflito de terra na região da soja

A área, conhecida por sua intensa produção de soja, tem sido palco de disputas fundiárias há anos. Segundo moradores, a terra foi originalmente destinada a projetos familiares, mas foi alvo de grilagem – falsificação de documentos de propriedade – que acabou sendo consolidada por fazendas de grande porte apoiadas por milícias privadas, os chamados jagunços.

Vigilância de jagunços e policiais militares

Nos últimos meses, a presença de jagunços armados foi intensificada, acompanhada por patrulhas de policiais militares (PMs) que, segundo relatos, monitoram a entrada e saída da zona de conflito. As famílias afirmam que a dupla vigilância impede que cheguem ao local onde esperam receber a documentação que comprovaria a posse legal da terra.

Esperança nas datas eleitorais

Dois momentos são aguardados com ansiedade: a data da votação municipal, marcada para 6 de outubro de 2026, e a subsequente apuração dos resultados. Os acampados acreditam que a atenção nacional gerada pelas eleições pode pressionar autoridades a intervir e garantir o acesso às áreas reivindicadas.

Condições de vida dos acampados

Os acampamentos, montados com barracas e estruturas improvisadas, carecem de saneamento básico e abastecimento de água potável. Organizações não‑governamentais que atuam na defesa dos direitos fundiários relataram que a situação pode se agravar caso a segurança na região não seja reforçada antes da votação.

Reação das autoridades

Representantes da Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso afirmaram que as operações de patrulha são destinadas a prevenir confrontos entre grupos rivais. No entanto, a Procuradoria Federal especializada em questões agrárias ainda não se pronunciou sobre a legitimidade das reivindicações das famílias.

Enquanto a contagem dos votos se aproxima, o futuro das famílias que ocupam a margem da BR-163 permanece incerto, à espera de uma decisão que possa mudar o rumo da disputa pela terra na Amazônia brasileira.

Com informações de Folha Poder.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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