Grindr paga R$ 180 milhões para encerrar ação coletiva no Reino Unido
O aplicativo de relacionamento Grindr anunciou a quitação de um acordo de 26 milhões de libras (cerca de R$ 180 milhões) para pôr fim a uma ação judicial movida por usuários no Reino Unido. O processo acusava a empresa de divulgar informações pessoais sensíveis, inclusive o status de HIV, a anunciantes sem consentimento.
Detalhes da ação judicial
A demanda, iniciada em abril de 2024, foi proposta por um escritório de advocacia na Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales em nome de aproximadamente 12 mil usuários. Os reclamantes alegaram violação de normas britânicas de privacidade ao permitir que terceiros tivessem acesso a dados íntimos coletados antes de 2020, período em que a plataforma ainda pertencia à empresa chinesa Beijing Kunlun Tech.
Valor e cronograma de pagamento
O acordo estabelece o pagamento total de 26 milhões de libras, a ser distribuído em duas parcelas iguais. A primeira metade deve ser quitada até o final de 2026, enquanto a segunda será paga até março de 2027. Se o valor for repartido de forma homogênea, cada usuário representado receberá cerca de 2.167 libras (aprox. R$ 15 mil).
Repercussão e histórico de multas
Embora o Grindr tenha ressaltado que o acordo não implica admissão de responsabilidade, a empresa reconheceu o desgaste da confiança de seus usuários no Reino Unido. A plataforma já enfrentou sanções semelhantes, como a multa aplicada pela autoridade norueguesa em 2021 por compartilhar dados de usuários com anunciantes sem consentimento.
Impactos e próximos passos
O fechamento da ação encerra um litígio de dois anos e sinaliza maior rigor nas práticas de manejo de dados pessoais por aplicativos de namoro. Reguladores dos Estados Unidos foram informados de que a resolução cobre práticas anteriores a 2020, e a empresa tem se comprometido a reforçar políticas de privacidade, incluindo a exigência de verificação de idade para usuários no Brasil.
Com a quitação do acordo, o Grindr espera reconstruir a confiança dos usuários e evitar novos litígios, ao mesmo tempo em que continua a expandir seus serviços em um ambiente cada vez mais atento à proteção de dados.
Com informações de G1 Economia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional