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EUA limitam horário da proteção militar a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos passaram a orientar os navios-tanque que cruzam o Estreito de Ormuz a utilizarem faixas horárias específicas para receber cobertura militar. A mudança, divulgada pelo Financial Times nesta sexta-feira (12), reduz a proteção aérea a apenas duas janelas diárias.

Motivo da restrição

O ajuste ocorre após um aumento nos ataques noturnos iranianos contra embarcações que trafegam pela passagem. Em resposta, Washington optou por concentrar seus recursos em períodos de maior risco, ao invés de manter cobertura contínua ao longo de todo o dia.

Como funciona a proteção

Desde maio, a marinha americana oferece escolta aérea a navios que seguem uma rota próxima à costa de Omã, no lado sul do estreito. Essa operação é coordenada por um centro de comando naval dos EUA, que enviou e‑mails a consultores marítimos detalhando os novos horários de proteção.

Horários estabelecidos

De acordo com as comunicações internas, as duas janelas diárias são distribuídas em períodos matutino e vespertino, permitindo que as embarcações solicitem apoio antes e depois do pico de atividade hostil. Navios que não se enquadrem nesses intervalos deverão transitar sem a cobertura aérea direta.

Impacto no comércio global

O Estreito de Ormuz representa cerca de 20% do volume mundial de transporte de petróleo e gás. Qualquer interrupção ou aumento de risco pode elevar os preços internacionais e gerar atrasos nas cadeias de suprimentos energéticos. A medida dos EUA busca equilibrar a segurança dos navios com a necessidade de evitar um engajamento militar mais amplo.

Reação iraniana

Teerã, que tem intensificado ataques contra navios na região, ainda não comentou a mudança de postura americana. Analistas apontam que a redução da proteção pode ser interpretada como uma tentativa de pressionar o Irã a moderar suas ações sem escalonar o conflito.

Especialistas de segurança marítima alertam que a eficácia da nova estratégia dependerá da capacidade de comunicação entre as companhias de navegação e as autoridades dos EUA, bem como da capacidade de resposta rápida a eventuais incidentes fora dos horários designados.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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