EUA ampliam sanções contra Cuba e miram programas de médicos exportados pelo regime
O Departamento de Estado dos Estados Unidos, comandado por Marco Rubio, anunciou nesta semana uma nova rodada de sanções contra Cuba, atingindo nove entidades e duas autoridades ligadas ao governo cubano. Desta vez, o alvo inclui diretamente os programas de exportação de médicos, uma das principais fontes de receita do regime de Havana.
Por que os programas médicos viraram alvo
Segundo o governo americano, as missões médicas cubanas no exterior funcionam como mecanismo de exploração da mão de obra: os profissionais de saúde recebem apenas uma fração do que os países contratantes pagam ao governo cubano pelo serviço, com o restante sendo usado para sustentar o regime. Washington também mira o setor energético cubano e empresas acusadas de ajudar a driblar sanções anteriores.
Contexto da pressão americana
As novas medidas fazem parte de uma ordem executiva assinada em maio, que autoriza penalidades contra pessoas e entidades ligadas tanto à repressão interna em Cuba quanto a atividades consideradas ameaça aos interesses americanos. Cuba já reagiu publicamente afirmando que manterá as missões médicas no exterior independentemente das sanções.
O pano de fundo
A exportação de mão de obra médica é vista há anos por analistas como uma peça central da economia cubana, especialmente diante do isolamento financeiro imposto pelo embargo americano. As novas sanções aumentam a pressão sobre esse que é um dos poucos setores ainda gerando divisas relevantes para o governo cubano.
Maickel Katz