Estudo identifica 860 anúncios falsos que usam programas do governo como isca na Meta
Um levantamento do Laboratório de Estudos sobre Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou 860 anúncios fraudulentos veiculados na Meta em um período de três meses usando como isca programas oficiais do governo federal, entre eles o “Valores a Receber” e o “Minha Casa Minha Vida”.
Como funciona o golpe
Os anúncios falsos se apropriam do nome e da identidade visual de programas sociais legítimos para atrair vítimas, prometendo valores a receber, benefícios habitacionais ou outras vantagens vinculadas a políticas públicas reais. Ao clicar, o usuário costuma ser direcionado a páginas que capturam dados pessoais e financeiros ou induzem pagamentos indevidos.
Escala do problema
O número de 860 peças fraudulentas em apenas três meses dá uma dimensão da escala da operação golpista, que aproveita a confiança do público em iniciativas conhecidas do governo para dar credibilidade às fraudes. A pesquisa expõe uma lacuna na moderação de anúncios das plataformas, que deveriam impedir a veiculação de peças que usam indevidamente marcas e nomes de programas oficiais.
Programas mais visados
Entre os alvos preferidos dos golpistas estão o “Valores a Receber”, sistema que permite consultar quantias esquecidas em instituições financeiras, e o “Minha Casa Minha Vida”, programa habitacional de grande alcance popular — ambos com apelo amplo por prometerem dinheiro ou moradia a um público que já busca ativamente esse tipo de informação online.
Risco para o usuário comum
Especialistas em segurança digital recomendam desconfiar de anúncios que prometam liberação automática de valores ou benefícios mediante clique, e buscar sempre os canais oficiais do governo para confirmar a existência e as regras de qualquer programa social antes de fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos.
O que se espera das plataformas
O estudo reacende o debate sobre a responsabilidade das redes sociais na checagem prévia de anúncios pagos, especialmente quando eles envolvem marcas governamentais e a possibilidade de golpes financeiros em larga escala contra a população.
Com informações do G1.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional