Cinco candidatos à Presidência apoiam reforma tributária com ajustes pontuais
A pesquisa realizada pela empresa de tecnologia tributária Roit, que analisou programas de governo e pronunciamentos de todos os candidatos à Presidência, revelou que cinco concorrentes defendem a implementação da reforma tributária a partir de janeiro de 2027. Embora a maioria dos postulantes veja a medida como um passo necessário, eles apontam a necessidade de ajustes finos ao longo dos próximos anos.
Posicionamento dos candidatos
Dos quinze aspirantes ao cargo máximo, cinco se posicionam de forma clara a favor da reforma, sem propor grandes revisões nos princípios básicos da proposta. Os demais manifestaram apoio, mas condicionaram a aprovação a alterações pontuais que poderiam ser feitas depois da entrada em vigor, indicando uma postura mais cautelosa diante da complexidade do sistema fiscal.
Calendário e constitucionalidade
A reforma tributária prevê a substituição de diversos tributos federais já no início de 2027, mudança que exige emenda constitucional para ser efetivada. Apenas um dos candidatos considerou a possibilidade de adiar esse calendário, argumentando que a alteração constitucional ainda não está garantida e que o processo pode enfrentar resistência no Congresso.
Ajustes pontuais como estratégia política
Entre os ajustes sugeridos pelos candidatos que ainda não apoiam integralmente a reforma, destacam‑se revisões nas alíquotas do Imposto de Renda, a criação de incentivos fiscais para setores estratégicos e a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas de pequeno porte. Essas propostas refletem a tentativa de equilibrar a necessidade de simplificação do sistema com a manutenção de arrecadação para áreas sensíveis como saúde e educação.
Impacto esperado na economia
Especialistas apontam que a consolidação da reforma poderia reduzir a carga tributária sobre consumo e produção, melhorar a competitividade das empresas brasileiras e atrair investimentos externos. Contudo, os ajustes pontuais ainda são objeto de debate, pois podem gerar incertezas para o mercado se não forem bem coordenados com o calendário de implementação.
Próximos passos
Com as eleições se aproximando, a discussão sobre a reforma tributária ganha ainda mais relevância nas campanhas. Os candidatos que ainda não se posicionaram de forma definitiva tendem a usar o tema como argumento para demonstrar compromisso com a modernização do país, ao mesmo tempo que buscam atender a demandas específicas de seus eleitores. A medida final dependerá da capacidade de articular consensos entre os futuros presidentes, o Congresso e a sociedade civil nos meses que antecedem a transição de governo.
Com informações de Folha Mercado.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional