Banco Central Europeu avalia conectar sistema TIPS ao Pix brasileiro para reduzir custos e acelerar pagamentos internacionais
O Banco Central da União Europeia (BCE) iniciou, nesta semana, a fase de avaliação de viabilidade para interligar o Target Instant Payment Settlement (TIPS) ao Pix, solução de pagamentos instantâneos do Brasil. A iniciativa, anunciada pelo Banco Central do Brasil (BCB), tem como meta tornar as transferências transfronteiriças mais rápidas, menos onerosas e mais transparentes.
Objetivo da integração
Segundo Marco Massarenti, consultor de pagamentos do BCE, a conexão pretende criar um canal de orquestração de ponta a ponta, no qual uma instituição financeira europeia envia a ordem de pagamento ao TIPS, que a repassa ao Pix e, por fim, ao destinatário no Brasil. O objetivo central é reduzir as tarifas que, em remessas envolvendo moedas de menor circulação, podem ultrapassar 10% do valor transferido.
Redução de tarifas
Massarenti indicou que a meta do BCE é baixar esses custos para menos de 3%. A expectativa é que a infraestrutura pública proposta seja mais econômica que os arranjos privados atualmente usados por brasileiros que utilizam o Pix em alguns países europeus.
Outros projetos de conexão
Além da parceria com o Brasil, o BCE também está analisando a interoperabilidade com três outras plataformas: o sistema indiano Unified Payments Interface (UPI), a rede suíça de pagamentos e o Nexus Global Payments. Em todos os casos, a estrutura final deverá envolver bancos e provedores de pagamento em ambas as regiões para concluir a operação.
Desafios técnicos e regulatórios
A avaliação abrange aspectos técnicos – como compatibilidade de mensagens e liquidação definitiva – e questões jurídicas, incluindo proteção de dados e segurança das transações. Massarenti ressaltou que o processo de certificação pode levar um ano ou mais, dependendo dos ajustes necessários nas especificações funcionais e nos modelos de negócio.
Perspectivas de prazo
Embora ainda não haja uma data definida para a disponibilização do serviço, o BCE aponta que, após a fase de viabilidade, será preciso implementar mudanças tecnológicas nos sistemas de ambos os bancos centrais. A expectativa é que, ao final do projeto, os usuários possam enviar e receber recursos entre continentes em poucos segundos, ao invés de dias, como ocorre hoje.
Se concretizada, a integração do TIPS com o Pix poderia representar um passo significativo para a integração dos sistemas de pagamentos globais, alinhando-se ao roteiro do G20 que busca tornar as transferências internacionais mais eficientes e acessíveis.
Com informações de G1 Economia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional