Bactéria é investigada como causa de mortes de filhotes de baleia-franca-austral na Patagônia
Dezenas de filhotes de baleia-franca-austral foram encontrados mortos ao longo da costa da Patagônia argentina, iniciando uma investigação científica sobre a origem da mortalidade incomum.
Contexto da ocorrência
Os corpos foram avistados entre as praias de Punta del Este e Cabo Varela, áreas tradicionalmente usadas por essas baleias para amamentar os filhotes. Testemunhas locais relataram que o número de cadáveres ultrapassou a média histórica, caracterizando uma “época com mortalidade particularmente elevada”.
Hipótese bacteriana
Pesquisadores da Universidad Nacional de La Plata, em conjunto com biólogos marinhos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), apontam para a possibilidade de uma infecção bacteriana como agente desencadeador. Amostras de tecidos e fluidos dos filhotes foram coletadas para análises microbiológicas, buscando identificar patógenos que possam ter comprometido o sistema imunológico dos animais.
Procedimentos de análise
Os laboratórios estão aplicando técnicas de cultura bacteriana e sequenciamento genético para detectar bactérias potencialmente virulentas, como Vibrio ou Streptococcus, que já foram relacionadas a surtos em mamíferos marinhos. Os resultados preliminares devem estar disponíveis nas próximas duas semanas, o que permitirá confirmar ou descartar a hipótese inicial.
Impacto ambiental e econômico
A mortalidade em massa de filhotes pode comprometer a estabilidade da população de baleia-franca-austral na região, espécie que já enfrenta pressões de caça histórica e mudanças climáticas. Além disso, a presença de uma doença contagiosa poderia afetar outras espécies marinhas e, indiretamente, a atividade pesqueira local, que depende da saúde dos ecossistemas costeiros.
Reações de autoridades e comunidades
Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina anunciaram apoio logístico e financeiro para acelerar as pesquisas. Enquanto isso, pescadores e guias turísticos da região foram orientados a evitar contato direto com os cadáveres e a reportar quaisquer novos casos às autoridades ambientais.
O acompanhamento da situação continuará sendo divulgado por instituições científicas e órgãos governamentais, que ressaltam a importância de uma resposta rápida para mitigar possíveis consequências ecológicas e econômicas.
Com informações de Euronews PT.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional