Acidente de trens de alta velocidade na Espanha deixa 64 mortos e é atribuído a falha no sistema de controle
Um choque entre dois trens de alta velocidade na região de Castilla La Mancha, entre as cidades de Mora e Orgaz, resultou em pelo menos 64 óbitos na manhã desta quarta‑feira (28/10). As autoridades espanholas apontam uma falha no sistema de controle como causa principal do desastre.
Falha no sistema de controle
Em entrevista coletiva, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, explicou que um problema de comunicação no computador de gerenciamento fez com que o trem da Renfe fosse reiniciado apesar de um sinal vermelho ainda estar ativo. “A decisão de retomar a viagem não foi tomada no ritmo adequado; um sinal vermelho impedia qualquer movimento adicional”, afirmou o ministro.
Detalhes da colisão
O trem operado pela Renfe transportava 397 passageiros, enquanto o da empresa Iryo levava 147. Segundo a porta‑voz da região, Ester Padilla, a colisão ocorreu pouco depois das 9h (horário local), provocando o descarrilamento de vários vagões. Imagens aéreas mostram parte dos veículos ainda sobre os trilhos, com destroços espalhados em um aterro abaixo da linha férrea.
Reação das autoridades
O primeiro‑ministro Pedro Sánchez expressou consternação nas redes sociais, e o rei Felipe VI, em evento próximo a Valência, enviou condolências às famílias das vítimas. A ministra da Saúde, Mónica García, convocou doações de sangue, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que “a Europa chora”. No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores também manifestou solidariedade.
Impacto no tráfego ferroviário
Devido ao acidente, a circulação ferroviária foi suspensa entre Madrid, Ciudad Real e Andalucía. A empresa gestora da infraestrutura, Adif, havia ordenado a parada do trem da Iryo por falha de sinalização antes da colisão, mas o trem da Renfe avançou, resultando no choque.
Testemunhos das vítimas
Passageiros entrevistados relataram a violência do impacto. Miguel, que viajava no último vagão, descreveu um estrondo que durou cerca de dez segundos. Eduarda, a bordo do trem Iryo, disse que o choque a lançou para a frente, fazendo-lhe crer inicialmente em uma frenagem de emergência, antes de perceber a gravidade da situação ao observar feridos e destroços.
Autoridades locais preparam ginásios esportivos para receber os feridos, enquanto equipes de resgate continuam a buscar sobreviventes entre os destroços. A tragédia tem gerado intenso debate sobre a segurança dos sistemas de controle ferroviário e a necessidade de revisão de protocolos operacionais.
Com informações de G1 Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional