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Justiça russa condena opositor de Putin a mais de 11 anos de prisão

Um tribunal da Rússia condenou nesta segunda-feira (17) o político opositor Lev Shlosberg a 11 anos e um mês de prisão por manifestações contrárias à guerra na Ucrânia. A decisão foi tomada pouco mais de um mês antes das eleições parlamentares russas, marcadas para setembro.

Quem é o condenado

Shlosberg, de 63 anos, é vice-presidente do partido Yabloko, a única legenda registrada na Rússia que se posiciona abertamente contra o conflito na Ucrânia. Ele foi deputado na Assembleia Legislativa da região de Pskov entre 2016 e 2021 e já havia sido condenado uma vez nos últimos dois anos por motivos semelhantes.

Motivação da condenação

De acordo com autoridades russas, a sentença está diretamente relacionada a declarações públicas feitas pelo político sobre a guerra. O julgamento ocorreu em um tribunal da cidade de Pskov e é apontado por observadores como parte de uma campanha mais ampla do Kremlin para conter vozes dissidentes desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Partido também barrado das eleições

Na mesma segunda-feira, a Suprema Corte da Rússia manteve a decisão que exclui o Yabloko do pleito parlamentar previsto para os dias 18 a 20 de setembro. O partido havia recorrido da exclusão, mas o pedido foi rejeitado pela corte.

Repressão a críticos do governo

As duas decisões anunciadas no mesmo dia reforçam a postura do governo do presidente Vladimir Putin de não tolerar questionamentos públicos sobre a condução da guerra. Desde 2022, dezenas de opositores, jornalistas e ativistas russos foram presos, multados ou impedidos de disputar eleições sob acusações ligadas a manifestações contrárias ao conflito.

Contexto da guerra

A condenação ocorre em meio à continuidade dos combates entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. Nos últimos dias, ambos os países intensificaram ataques recíprocos, o que tem elevado a tensão às vésperas do processo eleitoral russo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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