ONU alerta para nova alta nos preços dos alimentos até 2027
Uma combinação de conflitos internacionais e fatores climáticos pode provocar uma nova escalada nos preços dos alimentos em todo o mundo, segundo alerta divulgado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO. A entidade prevê pressão inflacionária mais forte a partir do fim de 2026, com efeitos que devem se estender ao longo de todo o ano seguinte.
Guerra no Oriente Médio afeta insumos agrícolas
De acordo com o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, o conflito entre Irã e Israel tem impacto direto sobre a cadeia produtiva de alimentos, principalmente pela proximidade da guerra com o Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte relevante do petróleo e do gás natural usados na agricultura mundial. O petróleo é utilizado no bombeamento de água, nas embalagens, no processamento e no transporte de alimentos, enquanto o gás natural é insumo essencial para a produção de fertilizantes.
El Niño e conflito na Ucrânia agravam o cenário
Além da tensão no Oriente Médio, o fenômeno El Niño e o prolongamento da guerra na Ucrânia, um dos maiores exportadores mundiais de grãos, completam o conjunto de fatores que pressionam a produção agrícola global. A combinação dos três elementos já reduz as margens de lucro de produtores rurais em diferentes continentes.
Produtores reduzem plantio diante de margens apertadas
Segundo Torero, o aperto financeiro já influencia decisões de plantio na Europa, nos Estados Unidos, no Brasil e na Ásia, o que tende a reduzir a oferta de alimentos nos próximos meses e reforçar a tendência de alta nos preços das commodities agrícolas.
Efeito no bolso do consumidor deve se intensificar
Para o consumidor brasileiro, que já sente no orçamento doméstico o peso da inflação de alimentos, o alerta da FAO indica que o cenário tende a piorar antes de melhorar. A entidade projeta alta mais acentuada dos preços das commodities agrícolas ainda neste ano, com reflexo mais forte sobre os alimentos vendidos no varejo a partir do fim de 2026 e ao longo de 2027.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional