Governo Trump revoga visto de embaixadora e aprofunda crise com o Brasil
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta semana depois que o governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida, anunciada na terça-feira (4) pelo Departamento de Estado americano, foi justificada pela suposta demora do governo brasileiro em aprovar a indicação do novo embaixador dos Estados Unidos em Brasília.
Itamaraty nega demora e chama alegações de falsas
O Itamaraty rebateu a justificativa americana e classificou as alegações como falsas, afirmando que a análise do nome indicado segue os trâmites diplomáticos normais. O governo brasileiro também lembrou que o episódio ocorre poucos dias depois de o próprio Brasil ter negado visto a funcionários da Casa Branca, em meio a uma sequência recente de atritos entre os dois países.
Lula classifica decisão como irresponsável
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a revogação como uma atitude irresponsável e impensada. Segundo ele, caso a embaixadora deixe o território americano, qualquer eventual retorno ao posto exigiria a emissão de um novo visto, o que reforça, na avaliação do próprio presidente, o caráter arbitrário da medida.
Indicação de Daniel Perez está no centro do imbróglio
O nome escolhido por Trump para assumir a embaixada em Brasília é Daniel Perez, deputado estadual da Flórida, filho de imigrantes cubanos e atual presidente da Câmara dos Representantes daquele estado. A demora na aprovação de sua indicação pelo governo brasileiro é apontada por Washington como estopim da retaliação, mas analistas de relações internacionais avaliam que a medida é inédita e ocorre em um momento sensível, a menos de três meses das eleições presidenciais brasileiras.
Especialistas veem risco de interferência eleitoral
Para especialistas em relações internacionais, o uso de instrumentos diplomáticos como forma de pressão política preocupa observadores dos dois países e pode ser interpretado como tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro. Até o momento, não há data prevista para uma solução do impasse, que deve continuar pautando a relação bilateral nas próximas semanas.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional