Economia

Gasolina com mais etanol: entenda por que a mistura subiu para 32% neste fim de semana

Quem passou pelo posto de combustível neste fim de semana pode ter notado — ou vai notar em breve — uma mudança na composição da gasolina comum vendida no Brasil. Desde este sábado (1º), a mistura obrigatória de etanol anidro no combustível subiu de 27% para 32%, por determinação do governo federal.

O que muda na prática

A medida, que já vinha sendo estudada há meses, aumenta a participação do etanol na gasolina vendida nos postos de todo o país. Na teoria, o objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, um dos setores mais relevantes do agronegócio brasileiro. Na prática, o consumidor sente o efeito de duas formas: no bolso e no motor do carro.

Impacto no preço e nos veículos

Especialistas do setor automotivo alertam que o novo percentual pode interferir no consumo médio dos veículos, já que o etanol rende menos quilômetros por litro do que a gasolina pura. Também há um debate técnico sobre o desgaste de motores mais antigos, não adaptados a misturas com maior teor de etanol — um ponto que mecânicos e montadoras vêm monitorando de perto.

Do lado do preço, a equação é mais complexa. Como o etanol costuma ser mais barato que a gasolina em determinados períodos do ano, a mudança pode até segurar reajustes na bomba em alguns momentos — mas tudo depende da safra de cana, do câmbio e do comportamento do mercado internacional de petróleo.

Por que o governo decidiu subir a mistura agora

A decisão integra uma política mais ampla de incentivo aos biocombustíveis que o governo vem tentando avançar ao longo do ano, em meio a outras medidas econômicas voltadas ao consumidor, como a prorrogação do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, que também ganhou fôlego extra até 31 de agosto.

Para o motorista, a recomendação de quem acompanha o setor é a mesma de sempre: ficar de olho na relação de preço entre álcool e gasolina no posto e fazer as contas antes de escolher o combustível — a famosa conta dos 70%, que segue valendo mesmo com a nova mistura.

Com informações da Gazeta do Povo.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

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