Copom reduz Selic para 14% ao ano, quarto corte consecutivo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano. É o quarto corte consecutivo promovido pelo colegiado, movimento que já era amplamente esperado pelo mercado financeiro.
Menor patamar em mais de um ano
Com o novo recuo, a Selic chega ao nível mais baixo desde março de 2025. A trajetória de cortes reflete a avaliação do Banco Central de que a inflação segue em rota de convergência para a meta, ainda que o comitê tenha reforçado a necessidade de cautela diante de um cenário externo considerado incerto.
O que diz o comunicado do Copom
Em nota, o colegiado afirmou que a decisão é compatível com a estratégia de levar a inflação para próximo do centro da meta ao longo do horizonte relevante, contribuindo também para suavizar oscilações na atividade econômica. O comitê citou os conflitos no Oriente Médio e as incertezas sobre a política monetária de economias avançadas como fatores que exigem cautela por parte de países emergentes.
Juro real ainda entre os mais altos do mundo
Apesar da sequência de cortes, o Brasil mantém uma das taxas de juros reais mais elevadas do planeta, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Em termos nominais, o país aparece ao lado da Rússia, atrás apenas da Turquia e da Argentina entre as principais economias monitoradas.
Mercado projeta novo corte em novembro
A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic encerre o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe mais uma redução de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro do Copom. Analistas acompanham de perto o impacto da retomada de tensões no Oriente Médio sobre o preço do petróleo, fator que pode pressionar a inflação doméstica via combustíveis e interferir no ritmo dos próximos cortes.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional