Perfis com avatares femininos de IA promovem conteúdo adulto ligados a campanhas de Lula e Bolsonaro
Uma pesquisa da BBC News Brasil revelou a existência de perfis em redes sociais que utilizam avatares femininos gerados por inteligência artificial para divulgar conteúdo adulto, enquanto simultaneamente se posicionam a favor de candidatos como Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Alcance e engajamento
Os perfis investigados somam quase sete milhões de seguidores coletivos e acumulam centenas de milhares de curtidas nas publicações. Esse nível de audiência indica que a estratégia tem potencial para influenciar um grande número de usuários, sobretudo nas fases finais da campanha presidencial.
Como funciona a estratégia
Segundo a análise, os criadores de conteúdo empregam imagens de mulheres hiper-realistas produzidas por algoritmos de IA. As figuras são apresentadas como influenciadoras digitais e, nas descrições, promovem links para sites de entretenimento adulto. Em paralelo, nas legendas e comentários, os perfis fazem menções favoráveis a Lula ou a Bolsonaro, associando implicitamente o apoio ao candidato a um estilo de vida libertino.
Quem está por trás dos perfis
Embora a investigação não tenha identificado os responsáveis pelos perfis, rastreamentos apontam para servidores e contas de anúncios localizados em países diferentes do Brasil, sugerindo uma operação transnacional de marketing digital. O uso de contas de anúncios permite que o conteúdo seja impulsionado para públicos segmentados, ampliando o alcance das mensagens políticas.
Reação das plataformas
Representantes das principais redes sociais ainda não comentaram oficialmente sobre os perfis citados. No entanto, a política de uso de imagens geradas por IA e a promoção de conteúdo adulto violam as diretrizes de muitas plataformas, que podem optar por remover contas que infrinjam as regras.
Implicações para o debate eleitoral
Especialistas em comunicação apontam que a mistura de conteúdo sexualizado com mensagens políticas pode criar um ambiente de desinformação e manipulação emocional. Ao associar figuras idealizadas a candidatos, a tática pode distorcer a percepção dos eleitores sobre as propostas reais dos candidatos.
O caso evidencia a necessidade de maior vigilância sobre práticas de marketing digital que mesclam IA, erotismo e política, sobretudo em um período crítico como o das eleições presidenciais brasileiras.
Com informações de BBC Brasil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional