Náutico quita dívida de R$ 10 mil com Cruzeiro referente ao empréstimo de Vitinho
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) enviou ao Náutico um alerta sobre pendências financeiras com quatro clubes, entre eles o Cruzeiro. O alerta, datado de 8 de outubro, estipulava um prazo de 45 dias para que o clube recifeano comprovar a regularização dos débitos, sob risco de sofrer restrições à contratação de atletas.
Origem da dívida
A controvérsia surgiu a partir do empréstimo do meia Vitinho, que foi cedido ao Náutico por ocasião da temporada 2025. O contrato previa o pagamento de parte dos salários do jogador, totalizando R$ 10 mil. Conforme informações da própria ANRESF, o valor foi renegociado em duas parcelas e, ao final de junho, ainda constava como pendente nos relatórios trimestrais apresentados pelo Cruzeiro.
Negociação e quitação
Em conversa direta entre as diretorias dos dois clubes, a dívida foi saldada antes da publicação do próximo relatório da ANRESF, previsto para novembro. Ambas as partes confirmaram que as parcelas foram quitadas integralmente, eliminando qualquer obrigação financeira remanescente entre Náutico e Cruzeiro.
Procedimentos da ANRESF
Mesmo após a quitação, o Náutico permanece obrigado a apresentar a documentação que comprove a regularização dos débitos com todos os clubes citados no alerta – Fluminense, Criciúma, Botafogo e Cruzeiro – dentro do prazo estabelecido. O não cumprimento pode acarretar um “transfer ban”, que impediria o registro de novos atletas, além de multa de R$ 50 mil caso a situação com jogadores e comissão técnica não seja resolvida em até dez dias úteis.
Impacto nas próximas competições
Com a dívida de Vitinho já resolvida, a principal preocupação do Náutico agora gira em torno da necessidade de atender às demais exigências da ANRESF para evitar sanções que comprometeriam a montagem do elenco para a Série B. O clube tem sinalizado que está trabalhando para regularizar todos os pagamentos em aberto e pretende incluir a comprovação da quitação no relatório quadrimestral que será enviado à agência em novembro.
Contexto do Fair Play Financeiro
O caso ilustra a rigidez do sistema de Fair Play Financeiro adotado no futebol brasileiro, que obriga clubes a manter transparência sobre dívidas e a cumprir prazos para evitar penalizações. A atuação da ANRESF tem se intensificado nos últimos anos, especialmente após episódios de inadimplência que afetaram a estabilidade financeira de várias equipes.
Com informações de GE (Esportes).
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional