Política

Polícia Federal cumpre mandado contra ex-servidor do STJ suspeito de vazar decisões a advogado de Flávio Bolsonaro

Na manhã desta segunda-feira (19), a Polícia Federal executou um mandado de busca e apreensão contra um ex-funcionário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília. A medida faz parte de uma investigação que apura o suposto vazamento de minutas de decisões judiciais para Willer Tomaz, advogado e amigo próximo do candidato à presidência Flávio Bolsonaro.

Operação da Polícia Federal

A ação, coordenada pela Divisão de Combate ao Crime Organizado, foi autorizada por juiz federal após coleta de indícios que ligavam o ex-servidor a um fluxo irregular de documentos internos do tribunal. Durante a operação, agentes apreenderam computadores, celulares e documentos que poderiam comprovar a transmissão de informações confidenciais.

Suspeita de vazamento de minutas

Segundo o inquérito, o investigado teria acesso a rascunhos de decisões ainda não publicadas e, a partir de 2025, teria encaminhado cópias a Tomaz. As minutas são consideradas estratégicas, pois contêm a base de argumentos que podem influenciar processos de grande relevância, inclusive envolvendo figuras políticas.

Perfil do investigado e do advogado

O ex-servidor, identificado apenas como “ex-funcionário do STJ”, exercia funções de apoio administrativo no setor de processos judiciais. Willer Tomaz, por sua vez, atua como consultor jurídico de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à presidência. A proximidade entre Tomaz e o candidato levantou suspeitas de que o vazamento poderia ter sido usado para obter vantagem política.

Repercussão política

O caso ganhou rapidamente atenção no cenário nacional, alimentando debates sobre a integridade do Poder Judiciário e a relação entre agentes do poder público e campanhas eleitorais. Líderes do PL ainda não se manifestaram oficialmente, enquanto opositores exigem transparência e apuração rigorosa.

Próximos passos da investigação

Com o material apreendido, a Polícia Federal deve encaminhar o inquérito ao Ministério Público Federal para avaliação de possíveis crimes, que podem incluir violação de sigilo de justiça e favorecimento ilícito a campanha eleitoral. O ex-servidor permanece à disposição das autoridades e ainda não foi formalmente indiciado.

A investigação segue em curso e pode trazer desdobramentos relevantes para o calendário eleitoral de 2026, especialmente no que tange à conduta de assessores políticos e à proteção de informações judiciais.

Com informações de Folha Poder.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *