Política

Lula e Jair Bolsonaro são os presidentes mais reprovados ao buscar a reeleição

Um levantamento elaborado pelo g1, que cruza dados de pesquisas eleitorais, avaliações de governo e indicadores econômicos desde 1989, aponta Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro como os presidentes mais reprovados quando concorrem à reeleição. A análise coloca a atual gestão de Lula, em seu terceiro mandato, entre as menos aprovadas da história da redemocratização brasileira.

Desempenho das avaliações

Na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada antes do primeiro turno das eleições de 2026, 41% dos entrevistados classificam a gestão de Lula como “ruim” ou “péssima”, enquanto 35% a avaliam como “boa” ou “ótima”. O ex‑presidente Jair Bolsonaro apresenta números semelhantes ao final da sua candidatura em 2022, quando 40% consideravam sua administração negativa e 37% positiva. A comparação evidencia uma polarização persistente no eleitorado.

Intenções de voto

Mesmo com a avaliação desfavorável, Lula mantém 45% das intenções de votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL), que registra 40% no primeiro turno. Esse diferencial, embora estreito, posiciona o petista como favorito para avançar ao segundo turno.

Contexto econômico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou, para o trimestre encerrado em agosto, 103,5 milhões de ocupados – o maior patamar da série histórica – reduzindo a taxa de desemprego para 5,3%. A inflação também segue em queda: o índice mensal foi negativo em -0,32% e o acumulado de 12 meses ficou em 4,22%, muito abaixo dos 8,73% registrados em agosto de 2022, na gestão Bolsonaro.

Endividamento e resposta governamental

Entretanto, o avanço econômico não se refletiu nas percepções populares. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de inadimplência em operações de crédito subiu para 5% em agosto, o maior nível desde março de 2011. Em resposta, o governo lançou uma nova fase do programa “Desenrola”, destinado a renegociar cerca de R$ 300 bilhões em dívidas de pessoas físicas. O objetivo é alcançar 50% desse montante, ou R$ 150 bilhões, priorizando dívidas de até R$ 10 mil em cartões de crédito e crédito pessoal.

Comparativo histórico

Em termos de aprovação, a situação atual contrasta fortemente com a primeira passagem de Lula (2010‑2014), quando o presidente encerrou seu mandato com mais de 80% de aprovação. Já a tentativa de reeleição de Bolsonaro em 2022 foi a primeira na história recente a terminar em derrota, reforçando a singularidade do cenário de 2026.

Os indicadores econômicos positivos, aliados a índices de aprovação ainda negativos, sugerem que fatores estruturais – como a percepção de insegurança financeira e a polarização política – continuam a moldar o debate eleitoral no Brasil.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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